Eu sobrevivi pra contar. O meu amigo, não

“Bom dia pra quem é do dia!” me acordava o Ale, pelo WhatsApp “Amigo, passe um café preto que estou indo pra sua casa agora”.

É difícil esquecer a alegria contagiante do Ale. Ele era uma pessoa muito querida por todos que o conheciam. Humilde, brincalhão e com um coração gigantesco. Era daqueles que não dava a mínima para objetos de valor, marcas de roupas caras e coisas efêmeras. Sabia que o mais valioso no mundo era o contato com as pessoas, a companhia dos amigos e da família.

ale justica

Alexandre Santiago, de 32 anos, foi brutalmente assassinado entre a noite de sexta-feira (4) e a manhã de sábado (5) em Florianópolis. O corpo foi encontrado nas imediações dos clubes de Remo, na cabeceira da Ponte Colombo Salles, sem roupas e com as pernas e mãos amarradas. Também havia muitos sinais de violência. A Polícia suspeita de crime de homofobia.

Alexandre residia no Bairro Ingleses, no Norte da Ilha, e trabalhava para uma companhia de aviação.  Os peritos do IML que recolheram o corpo encontraram diversas perfurações feitas com faca ou canivete, além do crânio quebrado, provavelmente a pauladas.

http://tudosobrefloripa.com.br/index.php/desc_noticias/comissario_de_voio_e_encontrado_morto_na_cabeceira_da_ponte_colombo_salles

A configuração do assassinato do meu amigo passa longe de um latrocínio (assalto seguido de assassinato). Nem uma briga – coisa que o Ale jamais se envolveria – o levaria e ser assassinado com tal brutalidade. E descartamos envolvimento com tráfico de drogas, principalmente com moradores de rua – que nem por cobrança, o fariam sofrer tanto como fizeram.

Acontece que ele, mesmo não sendo afeminado e sem “dar pinta”, era assumidamente gay e fora do Armário para os seus conhecidos. O problema é que conviver com a sexualidade aberta no Brasil é correr risco de vida, sim.

ale girassol

Passei dois dias inteiros pensando sobre a morte dele. Desde o primeiro minuto que acordei até a hora de dormir. Então decidi escrever este post. Para chamar atenção para este caso e para os demais que acontecem pelo Brasil.

Eu eu era ingênuo, achava que Florianópolis era a melhor cidade do Brasil, por não ter violência em comparação com outras metrópoles violentas. Até pensara em me mudar pra lá. Mas depois desta notícia, a minha vontade de voltar para o Brasil se transformou em medo.

Passei anos pra lidar com um ataque que sofri na escadaria entre as ruas Frei Caneca e Avanhandava em São Paulo em meados de 2012. Era um sábado à noite, voltando pela Frei Caneca (rua considerada gay no centro da cidade), vestindo uma calça preta skinny e uma camiseta preta colada no corpo, quando um garoto me deu uma chave de braço no meu pescoço e pediu para eu “ficar quieto”.

local attack 2012

Ele poderia ter pego o meu celular, se ele quisesse. Mas ele só queria me imobilizar.

Quando olhei para o lado esquerdo, havia um grupo de 5 caras na grama, do lado de fora da escada, entre uns 18 e 22 anos. Que então começaram a correr na minha direção.

Eu sabia que eles iriam acabar comigo, já que um outro garoto, também gay, foi brutalmente espancado e jogado escadaria abaixo dias atrás no mesmo local. A minha primeira reação, após perceber que o cara que me segurava estava desarmado, foi dar um cotovelada na barriga dele e me puxar para frente, com todas as minhas forças, escadaria abaixo para conseguir escapar.

Não havia ninguém no momento do ataque, nem na rua de cima, nem na rua de baixo. Dei um grito alto para chamar a atenção e mesmo assim levei murros na cabeça, no pescoço, chute nas costas e rasguei o meu braço durante a fuga.

A minha sorte foi que ao chegar na rua Avanhandava, onde eu morava na época, uma viatura da polícia militar apareceu bem no momento em que os garotos corriam atrás de mim. Foi um milésimo de segundo para gritar socorro pra polícia, apontar para os garotos e decidir fugir, do que conviver com o medo de ter o rosto gravado para uma futura vingança.

Ao chegar em casa, 3 amigos foram me visitar para me dar apoio. Eu tentava dizer que estava tudo bem, me mostrando forte com a situação. Mas na realidade, nos anos seguintes ao ataque, convivia com medo de andar sozinho na rua e preferia sempre subir com alguém, pegar ônibus ou andar de Taxi num caminho que poderia ser feito 20 minutos à pé do centro para a avenida Paulista.

O problema estava quando tentei fazer o Boletim de Ocorrência, no 4 DP da Consolação, o Delegado me perguntou se fui assaltado e disse que era uma briga de rua, debochando totalmente do caso. E que se eu quisesse abrir um B.O., eu deveria, primeiro, ir ao hospital fazer exame de Corpo de Delito.

A sensação de insegurança só piora após ir a delegacia pedir ajuda. Mostra que a Polícia Militar de São Paulo, machista e sem empatia, está completamente despreparada para lidar com estes casos.

Ou seja: ao invés de registrar, ao menos, informações sobre o local do ataque, a polícia faz um descaso em um momento traumatizante, onde você está sozinho, impossibilitando o registro da ocorrência e sem a mínima vontade de combater casos como esse, que podem ser fatais, como o do Alexandre.

ale daimoku

A morte do meu amigo neste último final de semana me fez refletir muito. A sensação de insegurança voltou com tudo, como uma paranoia sobre tudo e todos que sabem sobre a minha condição sexual. Me fez repensar sobre o que quero para pessoas como nós, para jovens e crianças que estão vindo (para sofrerem mai bullying nas escolas) e para o futuro do Brasil e do mundo – porque aqui em São Francisco, capital gay do mundo, também existem crimes de homofobia, infelizmente.

É precisa colocar um BASTA. Chega! Pedir as autoridades que olhem com cuidado cada caso. Que não tratem as pessoas como um indigente – como fizeram nessa matéria falando que o Alexandre era morador de rua – e que levem a sério este tema para as escolas, cortando o problema do ódio, na raiz: o preconceito.

Lemos relatos de pessoas que sofrem com estes ataques todos os dias. Mas nunca temos empatia o suficiente para sentir a dor que todos sentem. Até que a morte bate na nossa porta e leva pessoas que amamos, que fazem parte da nossa história, destruindo sonhos e uma vida cheia de esperanças.

ale pilotando

Só peço que a mídia, como a RBS que fez essa matéria horrenda pressione as autoridades para que consiga mais informações sobre o caso do Alexandre e que a Polícia Civil erga as mangas e trabalhe duro em uma investigação minuciosa e profissional, em prol não só da vida do Alexandre mas de diversos gays, lésbicas, travestis e transexuais que vivem sobre o medo de ser apagado a qualquer momento desta terra.

Nada, nada irá fazer passar a dor que estamos sentindo agora com a ausência do Ale. O que queremos, no mínimo, é JUSTIÇA e RESPEITO.

*Atualizacao: vídeo mostra momento do crime. Um homem forte e uma mulher grávida (!). Ajudem a compartilhar para encontrarem estes criminosos: http://youtu.be/uqD9Q54U9DQ

 

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98 respostas para Eu sobrevivi pra contar. O meu amigo, não

  1. Sinto muito, Gustavo… 😢 #nmrk

  2. Everaldo disse:

    Emocionado aqui. Parabéns pelo texto. Ele deve ter ficado um pouco mais iluminado onde estiver.

    • Gilmar Antonio disse:

      Lamentável! Absurdo! Esta tragédia me fez relembrar uma reflexão séria do mestre Marcelo Santana Ferreira (UFF): ” Quando se fala sobre lgbttt, não se fica só contando os mortos. A gente conta os vivos e com os vivos, para que não nos tornemos amargos. Por que é sempre à vida que nos dirigimos, por que é sempre a vida que importa. Mas os mortos portam uma mensagem escandalosamente audível: violência, desfiguração de corpos, violência simbólica e física durante juventude e infância são traços de muitas histórias de gays, lésbicas, trans e afins. Isso não tem graça. Tem gente que paga com a vida por não caber na lógica sexista e compulsória da heteronormatividade. Assassinato de gays, lésbicas, trans e afins não é uma abstração em nosso páis: é real e contínuo. (…) que efetivamente possamos contar com os vivos para não matar de novo aqueles que foram mortos por serem LGBTTT”

  3. Flaviano Zamboni disse:

    Como eu adoraria poder dizer que amo meu país,mas não dá.
    Triste demais,até quando vamos prestar queixa e não somos levados a sério.

    • André Alexandre disse:

      Por isso vivem bem nos usa existe preconceito no mundo todo, porém prefiro viver em um país, onde a lei funciona e põem medo em indivíduos antes de eles pensarem am fazer algo de errado. Que Deus te abençoe ALE mesmo sem ter conhecido você somos irmãos de profissão, de orientação sexual, e de luta por um mundo melhor

  4. Hernani Lehrer disse:

    Horror,horror…chorei ao ler tal relato.
    Os homofóbicos,prá mim,são tão estúpidos e mostruosos quanto os desgraçadas do Estado Islâmico !!!
    Fazer o que…? rezar prá não dar de cara com estes desgraçados,que vieram,sem dívidas,das Profundezas do Inferno prá ter estas atitudes estúpidas contra os pobres de nós,Seres Humanos,desprotegidos contra esta Fauna Selvagem e Maldita !!!

  5. Ylton disse:

    Chorando de odio desses assassinos covardes!

  6. Felipe disse:

    Sem palavras pra descrever tamanha tristeza que de um amigo, imagina a família mãe que neste momento deve está sem chão 😢 Difícil de imaginar que nosso Brasil é tão rico mais tão escasso de educação!

  7. Renan Beloto disse:

    Querido,
    Nenhum outro abraço no mundo irá substituir o abraço perdido do seu amigo, este assissanado por uma sociedade cega e retardatária. Você fez uma mera estatística, aos olhos do Governo e da Polícia, se tornar uma história que motivará outras pessoas a fazerem o mesmo. O seu amigo foi eternizado.

    Abraços e as minhas condolências.

  8. Renan Corteze disse:

    Lendo o texto imaginei como se fosse um amigo meu, fiquei
    profundamente tocado. Infelizmente ainda vivemos num mundo
    de covardes ignorantes que encaram as dierenças de uma forma
    tão horrenda a ponto de tirar a vida de outra pessoa, e o pior, apenas por
    ser ela mesma, viver a sua essência, o seu amor. Estou muito triste.
    Orango pelo Ale.

  9. Belo texto, apenas um comentário. “mesmo não sendo afeminado e sem dar pinta”. Até quando vamos conviver com esse tipo de pre-conceito dentro da própria comunidade gay? As pessoas deveriam ter o direito de se expressar da forma como se sentirem melhor: usando um salto pra ir a balada, dando pinta, sendo elas mesmas.. afinal, que mal isso causa à sociedade? Nós gays infelizmente tbm temos grande parcela de contribuição nesse caos social, já que muitos se julgam superiores a outros gays porque “não dão pintam”, ou porque são “machões descamisados” e por isso apresentariam melhor valor de mercado. Vamos puxar a questão para todos os lados tbm e, além de educar a sociedade, nos educar para aceitar o novo, o diferente. do contrário continuaremos tbm sendo vítimas de nós mesmos!

    • gustavosanti disse:

      Adriano, concordo contigo e também luto pela liberdade do ser. Leia a primeira noticia que o próprio irmão do Ale disse que ele não era afeminado e por isso retira a hipótese do crime de homofobia.

    • Radameslf@hotmail.com disse:

      Ele não quis usar o termo “dando pinta” como algo pejorativo, é que em outros comentários, alguns sugerem que ele estava por ali, e os assassinos dele o identificaram como sendo gay, o que não seria possível, pois até quem o conhecia, só sabia que ele era gay porque ele queria que soubessem. Não que ” dar pinta” justifique tal monstruosidade!

    • Willian covre disse:

      Adriano ele disse essas palavras não com preconceito mas pelo fato de mostrar que não havia a menor justificativa NÃO QUE SER MAIS AFEMINADO VAMOS DIZER ASSIM SEJA UMA JUSTIFICATIVA PELO AO CONTRÁRIO CADA UM TEM QUE SER FELIZ A SUA MANEIRA mas que mesmo ele sendo discreto foi brutalmente assassinado o FATO É QUE SÓ PORQUE UM BANDO DE MARGINAIS PENSAM QUE UMA PESSOA É GAY A TAL PESSOA TEM QUER SER AGREDIDA TEM QUE MORRER.

    • Concordo plenamente! Foi a única coisa que me incomodou no texto dele.
      Luz para seu amigo.

  10. Geane Pires disse:

    Estou muito chocada e triste com a situação. Trabalhei com ele, não tive muito contato, mas lembro bem do seu rosto. Parabéns pelas palavras, siga confiante. Tudo vai terminar bem.

  11. Majoritárias Minorias disse:

    Republicou isso em Majoritárias Minorias.

  12. Guga Giangarelli disse:

    Bom dia pra quem é do dia!!!
    ;-( era bem assim mesmo que ele dizia.

  13. Marcelo Miguez disse:

    Querido, isso é um medo que nos assola. Quando vi a notícia fiquei imensamente temoroso quanto à condição do nosso país em relação à homofobia e muito entristecido pelo ocorrido com seu amigo. Realizarei daimoku em prol de aplacar sua dor e respeito à existência desta pessoa que me pareceu ser tão iluminada. Um abraço!

  14. Triste demais. Tenho a impressão de que a cada ano que passa, o Brasil está retrocedendo cada vez mais na questão dos direitos humanos e respeito mútuo. Em bairros de periferia, favelas e vilas o fundamentalismo religioso da igreja universal se alastra, gerando fanáticos maníacos, por outro lado, homofóbicos que, não sabendo lidar com os próprios desejos sexuais, acabam tentando sufocar no outro sua incapacidade amar. À nós, glbtis, nos cabe começar a aprender defesa pessoal, karatê, judô e dar uma surra nestes caras, nestes loucos e nesses fanáticos que se aproximam de nós. E não, não temos de perder tempo cobrando de “autoridades” (bem entre aspas) públicas alguma coisa, pois eles já demonstraram sua postura conosco: descaso. Precisamos de um novo Stonewall, só que coletivo desta vez, que abranja doto este país que ainda não saiu do período feudal!

    • rute disse:

      Realmente!Concordo com vc que houve um retrocesso mto grande!Em todos os sentidos!E neste tbem!A violencia cresceu assustadoramente!Ontem aqui no Bairro de campinas foi mais uma vida inocente ceifada de forma brutal!estamos perdendo amigos.Pessoa que so produzem alegria e bem!Os magistrados a soltar bandidos sem a menor cautela do perigo que causam!nao o conhecia!nao sei quem foi..nao posso dizer se foi homofobia ou nao…Mas ceifaram uma vida!Independente da opçao sexual dele..era alguem que merecia estar vivo..a contagiar quem o amava com este lindo sorriso!que os criminosos sejam pegos e paguem sim por este crime brutal!
      assassinos crueis soltos por ai..lamento por ele..e que Deus conforte a familia e amigos..e que se pegue os monstros que fizeram uma barbarie dessas!E que os tratem sem do!

  15. charlley disse:

    Gustavo,á j li teu texto três vezes hoje. Não sei o que procuro, talvez um pouco de explicação para tudo que está acontecendo com a gente. O crime da homofobia precisa ser tipificado, para podermos lutar por justiça e acabar com essa covardia.

  16. Roberta Miranda disse:

    👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏!!! Parabéns !!! Realmente é lamentável mas se a gente ficar quieto, vai ser cada vez pior !! Parabéns pelo seu desabafo !!! Pena nao termos o poder de mudar o mundo entao contamos com que a justiça, que é o que nos falta no Brasil, seja feita !! Essa é uma esperança que como dizem, é a última que morre.

  17. Vou copiar um pedacinho de sua resposta para compartilhar,OK?

  18. Ivete disse:

    Sinto muito! Realmente inadmissível. Florianópolis é maravilhosa,mas infelizmente existem pessoas sem caráter que moram aqui.

  19. Jacy de Amorim disse:

    Tenho muitos amigos gays e, cada vez que leio uma postagem sobre homofobia, fico paralisada…as palavras fogem, somem. Não gostaria de vê-los em perigo, nem vê-los se transformar em uma estatística vergonhosa. Gustavo, só posso te desejar que consiga amenizar a dor da perda. Sem querer, tua perda se transformou em minha perda…foi um ser humano que foi brutalmente assassinado…Paz, luz, carinho, amor, pra você.

  20. Eli disse:

    Eu passei por isso apanhei na rua, e me roubaram. Fui a delegacia e o depoche tb recebi como se eu tivesse provocado, me.senti humilhado com tantas piadas, ate das mulheres q trabalhavam la… nao temos a quem recorrer e assim q eu me sinto.

  21. Wesley camparoni disse:

    Sinto muito pela perda irreparável!
    Que o tempo passe o mais rápido possível pra tu conseguir lidar com algo tão difícil, a perda.
    Grande abraço de alguém que leu até o final o post.

  22. guh2012 disse:

    Republicou isso em Coisas da internet!.

  23. Paulo disse:

    Passei por uma situação bem parecida na Av Paulista, sai da consolação jardins e fui andando pela Paulista indo em direção a um bar de amigos em frente ao hilton, ao passar na frente de um bar na avenida em frente ao banco real, na época, 10 caras se levantaram e me cercaram e começaram a pancadaria, a minha sorte é que ao ver que vinha carros pela avenida eu atravessei na frente e corri em direção a 2 segurança do banco que já tinha chamado a polícia, mesmo assim fiquei bem machucado e com o rosto deformado de tão inchado que estava, muito triste saber que isso não tem fim!

  24. Thiago Pires disse:

    força ai! linda sua atitude, seu amor,

  25. José luis disse:

    Parabéns por tudo o que vc escreveu,foi muito impactante. Desejo que a justifica seja feita é uma tragedia assim não se repita. Minhas condolências para a família e seus amigos. Abraço des de Valencia, Espanha.

  26. Vitor disse:

    Nos autoridades são vergonhosas! Sinto pela sua perda!

  27. Rodolfo Jacob disse:

    Muito mais muito emocionado com suas palavras! Por um mundo com mais amigos e seres humanos como o Ale.
    Precisamos dar um BASTA, nessa violência idiota!

    #DigaNãoAHomofobia

  28. Adonis Gaucho disse:

    Fiquei consternado pela violência independente do indivíduo ser homossexual ou heterosexual. A violência em si, está errada.
    Dar pinta? É estranho esta história do dar pinta. Neste caso, eu diria que houve mais do que ser um crime de homofobia.
    A minha experiência com delitos, me diz,que foi crime de execução e não por homofobia. Recentemente, na cidade de Porto Alegre, foram mortos e queimados pelo tráfico tendo as mãos amarradas e pés amarrados. O público em geral, não percebe estes detalhes e outras características.
    Mas, vamos continuar olhando pela ótica da homofobia. Teríamos que supor que as agressões na cabeça e com facas, retratam ódio. Desfiguração do rosto, passionalidade. Mas, agressão com facas voltamos ao ódio.
    Temos 3 componentes neste delito, humilhação e/ou prova de força (mãos e pés amarrados), desfigurar/atacar o rosto é ódio pessoal e, finalmente a faca, a faca dá um toque mais íntimo, mais pessoal, mais ódio a pessoa. Tirar a roupa, pode representar roubar a identidade, deixando desnudo/desprotegido retirando sua identidade pessoal.
    Pode até ser homofobia, mas, tem um toque de vingança pessoal. Algo está muito estranho neste cenário… está faltando informações.
    Eu, diria que foi dado recado a alguém próximo ao rapaz, talvez ele seja vítima por ser amigo e não por ser homossexual.
    O contexto da Homofobia, pode ajudar a esconder os reais motivos.

    • Gil disse:

      Faz sentido porquê ali é um lugar de moradores de rua super pacíficos incapazes ao meu ver de fazer uma brutalidade dessas Alexandre era um cara forte não se deixaria levar por moradores de rua so que aí entra o fator droga motivo pelo qual ele brigou com seu parceiro e saiu de casa sem hora pra voltar e infelizmente não voltou descanse em paz colega o verdadeiro motivo de sua morte nunca vemos saber ao certo

  29. Shaiene disse:

    Que história triste, Gustavo! Sinto muito pelo seu amigo. Sinto muito por todos os gays, lésbicas, transsexuais e travevestis que sofrem bullying, violência física e psicológica.

    O medo e o preconceito são constante e em qualquer lugar. Me mudei recentemente com minha namorada para Florianópolis, não só pelas possíveis oportunidade de emprego, na área de marketing digital, mas também pela qualidade de vida e a fantasia da cidade ser “Friendly”. Lorota!
    Oito meses antes de estar empregada fui limada de vários processos seletivos por ser preta e lésbica.
    Andar de mãos dadas na rua ou trocar carinhos com quem amamos, são motivos de olhares de reprovação. Engraçado, né? Isso porque a cidade é friendly.
    Mas serão post como esse, relatando o assassinato brutal do seu amigo ou a indignação de estarmos em pleno século XXI e algumas pessoas, tratarem a gente como doentes indigentes, que farão a diferença!

    Não podemos nos calar, nunca!
    Abraços e meus sentimentos.

  30. Rozevaldo disse:

    Nossa TO Chocado e muito Sensibilizado com Vc ok bjs e Abração!

  31. Cleiton Cavalcanti disse:

    Crescemos com o medo da morte.
    Não do sentido “natural” de morrer.
    Neste caso o medo, o preconceito e a descriminação vai nos matando aos poucos. E a violência é a consequência disso tudo.
    É como se esperassenos o fim.
    Cruel e triste.

    Meus sinceros sentimentos.
    Homofóbicos não passaram.

  32. Pingback: Jovem viraliza com texto pedindo justiça contra morte de amigo gay – Pheeno

  33. Muniz disse:

    Muito Triste com tudo isso … E muita falta de amor e respeito ao próximo.
    Muitas Orações e Luz !!!

  34. Alex Bernardes disse:

    Uma tristeza! Conheci ele quando ainda era comissário e estudava para ser piloto. Quando abrimos a revista ViaG, nosso escritório ficava ao lado da kitnet em que ele morava aqui na Av. Ipiranga em São Paulo. Muito simpático e querido, sempre que chegava de viagem nos fazia uma visita trazendo balas e dicas dos lugares onde ele tinha ido nas cidades para onde tinha voado. Depois nós mudamos e perdemos o contato com ele, e hoje essa notícia me deixou tão triste, e ao mesmo tempo revoltado. Espero que Deus conforte a família, e o receba com todo amor e carinho. E que o maldito homofóbico e assassino seja encontrado e pague pelo crime tão brutal.

  35. João Aloncio disse:

    Entendo essas angustias que ocasionam em nossa vida simplesmente por ser quem somos. No réveillon deste ano saímos e Campinas para curtir Floripa, como fizemos algumas vezes. A ideia era comemorar com amigos que deixamos no MS e comemorar (meu amigo e eu) que após alguns anos o destino nos colocou na mesma casa novamente e após percurso de faculdade e trabalho voltávamos morar juntos. Decidimos então não ir de carro para balada , pois certamente beberiamos … voltando da balada de ônibus meu amigo foi vítima de homofobia … ônibus lotado, por sorte uma cara defendeu ele … eu fiquei catatonico , bobo e sem reação … no terminal o cara entrou no mesmo ônibus que pegamos … continuou c os insultos e ameaças de morte… pedimos para o motorista não sair com o ônibus … passageiros chamaram a polícia , no entanto o motorista saiu do terminal… foi aí que no meio do caminho descemos correndo do bus e já paramos um táxi… ao entrar no táxi só chegávamos pela situação … agressão física e insultos q recebemos e pq ? Por ser quem somos… gays. .. fora do armário … e na intenção de não prejudicar outro (dirigindo bebados) sofremos o q sofremos por ser quem somos. .. até então Floripa era o q todos dizem “cidade sem violência ” . O pior é o sentimento que continua assolar sempre que saímos …. será que vai acontecer novamente ? Não sou digno de respeito por ser gay? Difícil lidar com esses medos .. compartilho da sua dor e desejo conforto no seu coração , mesmo sabendo que tivesse ocorrido algo mais grave c meu amigo conseguiria superar … o jeito e dar ombro e consolo nessas horas… que um dia possamos ser tratados como ser humano , digno de respeito e proteção … independente de cor , sexualidade e qualquer outra condição …

  36. Olá Gustavo,
    Primeiramente quero te dizer que sinto muito pela sua dor e que mesmo não o conhecendo você ou o Alexandre pessoalmente, compartilho da sua dor e da sua revolta.
    Realmente é muito triste e muito revoltante. Nunca passei por isso, mas isso não em impede de sentir a sua dor com a perda de um amigo. Ainda tenho esperanças na humanidade, ainda acredito que existem pessoas boas e ainda acredito que um dia a justiça levantara a bandeira a favor da causa gay. Sofrer agressão ou até morrer por esse motivo, é de extrema indignação, é revoltante. A ignorância do ser humano em não saber respeita a diferença nos outros é um ato primitivo. Nem no mundo animal, onde os seres são irracionais, a esse tipo de discriminação. O que me revolta mais diante tudo disso, é quem nos deveria nos proteger, virarem as costas (não generalizando).
    Gustavo, não digo que a sua dor irá passar mas tenho certeza que ela diminuirá com o tempo. Te desejo muita força para passar por essa fase de dor e repudia. Um grande abraço!

  37. Ni disse:

    Parabéns pelo deu relato, ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, tenho vários amigos gays, parentes e não sei como reagiria a uma covardia destas.
    Quando estou triste e com dois grandes amigos que vou desabafar, um casal maravilhoso que me acolhem sempre que preciso de um colo, chega desdes preconceitos medíocres, o que deve incomodar estes homofóbicos e que geralmente os gays são inteligentes, bonitos e melhores amigos para nós mulheres, sem citar N coisas que fazem deles pessoas tão queridas na nossas vidas, que tenhamos mais paz e amor, e que cada um tenha o direito de amar e ser amado da maneira que se sentir bem.

    • Sâmia disse:

      Meus sentimentos Gustavo! Muita força e luz para você e toda a família do Alexandre!
      Eu vi que mencionam o daimoku na conversa que printou, praticam alguma filosofia budista? Desculpe a curiosidade, mas é porque pratico o ensinamento da Reiyukai.

  38. Paulo Ricardo Pereira Valim disse:

    Lindo texto.

  39. Eronilce Foschiera disse:

    Inveja de quem não pode fazer o mesmo , se assumir , coitados devem sofrer de recalque

  40. brinquedoar disse:

    Rezar para Deus tocar o coração desses infelizes perdidos em ódio cego e banal. E para sensibilizar o povo todo, para que tenhamos ecolhas melhores, que sejamos mais generosos e bondosos, que façamos um futuro melhor e tenhamos eduação e segurança. O que aqui se planta, aqui se colhe.

  41. Yuri disse:

    Amigo com essa história você pode pedir asilo nos Estados Unidos, dá pra provar que corre risco de vida no Brasil! Entra com processo com Adv de imigração, leva seus boletins da agressão! Conheci seu amigo, trabalhei com ele! Sinto muito, também estou indo embora no final do ano! Boa sorte

  42. Rafael Saffiotti disse:

    Não voei com ele na época, mas sinto como se fosse um amigo próximo, lamentável, tristíssimo e revoltante, que justiça seja feita e ele descanse em paz!

  43. Valentina disse:

    Eu conheci o Alexandre. Era um menino educado, gentil e alegre. Trabalhamos na mesma cia aérea e nos encontramos algumas vezes, pois morávamos na mesma cidade Floripa. Já fazia uns anos que não o via. Fiquei muito triste de saber o que houve.É uma ilusão pensar que Floripa é friendly. Não é o povo daqui é sim preconceituoso, embora os políticos tentem vender como um lugar para turismo lgbt. Quem mora aqui sabe que é cheio de gente, daqui mesmo, que é homofóbico/transfóbico. Já houve muitos casos, muitas agressões mortes e contam com a NEGLIGÊNCIA de uma polícia que simplesmente não se importa com minorias e preferem falar bobagens. Mês passado assassinaram uma trans e jogaram no rio em sao jose, mas para a polícia ela foi se banhar num rio sujo com roupas de noite e se afogou. Poderia contar vários casos, e vários sem solução. Polícia cretina. Essa é Floripa baby. Moro aqui, mas não me sinto segura aqui. É uma província. Se vier, tome cuidado, não é um lugar amistoso.

  44. Mr. D disse:

    Todos temos uma história parecida com a sua, que pode ir de um trauma até a morte como o seu amigo e agora já o considero meu amigo também, é triste, não sabemos exatamente quando será o último, bom dia/tarde/noite, o último abraço, o último ato de despedida. Sua dor não vai passar, apenas mentalize as lembranças boas que vocês tiveram, pois essas ninguém irá tirar de você. Reze, medite pelo seu amigo, seja qual for sua religião, isso menos importa…seja forte, será um pouco difícil, mas seja, pelos dois, por todos nós que passamos por isso e não sabemos se vamos e como voltaremos pra casa.

  45. Bernardo Oliveira disse:

    Estou no minimo em choque…

    Nunca imaginei este tipo de crime em Floripa, e muito menos hediondo, cruel desse jeito.

    Sofro junto com os parentes e amigos deste membro da organização, tão jovem.

    Meus mais sinceros pêsames.

    Nam-myo-ho-remgue-kyo.

  46. Thiago Joseph disse:

    O que você relatou já presenciei tantas vezes aqui em Campinas. Sempre com a triste preocupação de não saber se um dia poderá acontecer comigo. É muito triste ver vidas serem abreviadas dessa maneira tão covarde e cruel, sem poder fazer nada para mudar isso. Desejo a você força nesse momento. E que Deus possa confortar o coração de todos os que aqui ficaram, que agora sentem a falta do Ale. Nem sei mais o que dizer, justamente por também já ter passado por isso. Meus mais sinceros sentimentos.

  47. Jailson disse:

    Do meu querido Brasil só quero distância , como eu falei Querido, mas por bem longe de mim, sim, aqui em NYC Tb acontece coisa tipo essa , uma ou outra A vida aço tece acontece coisas do tipo mas pelo menos aqui existe justiça

  48. Gustavo, compartilho e sinto sua dor por essa perda irreparável. Só quem apanha na rua por covardes sabe o que é esse sofrimento. Lamentável acontecer esses atos em qualquer lugar do mundo, mesmo que não fosse homofobia. Não devemos tolerar a violência em qualquer cidadão. Essa morte não pode ser esquecida e espero que a polícia seja mais energética na busca pelos assassinos. Você e a família do Alexandre têm a minha solidariedade. Que Deus os conforte.

  49. Imensa tristeza. …………………………….Olhem só, matéria sobre outro crime – jovem assassinado pela polícia – investigado por esse delegado: ………………………………………………………………………………”No IGP, o teste balístico comprovou dois disparos com o 38, mas não foi realizado o exame residual de pólvora nas mãos de Jhonatas. “Isso não existe, amigo”, argumentou o delegado Ênio de Oliveira Matos . A tia do rapaz, Juliana Oliveira, estranha que, mesmo assim, um dos investigadores lhe perguntou se ele era canhoto. “Era destro, mas não sei se isso significa alguma coisa na investigação”, lamenta. Ênio Mattos dá o caso como encerrado. O delegado se baseia em laudos do local ddo crime – adulterado pelos policiais militares depois da morte – e do teste de balística ….”

    http://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/183368-maes-de-jovens-assassinados-no-macico-do-morro-da-cruz-questionam-investigacoes-da-policia.html

  50. Ewerton Alves disse:

    Meus sentimentos!!! Somente Deus para confortar os vossos corações. Força e que a justiça seja feita.

  51. yurifu disse:

    Que tristeza, desejo muita força pra você e pra todxs nós! Que a morte dele não seja em vão. Descanse em paz, Alexandre, o mais importante é que você viveu uma vida de amor.

  52. Yuri José Fernandes disse:

    É por estes casos e tantos outros que a PARADA GAY deve ser levado a sério, como portesto e não uma festa.
    O que eu quero dizer, é que chamaremos muito mais atenção protestando, com cartazes, com faixas e etc…
    Chegar na parada e ficar de beijaço, de putaria, de algazarra e de festa, não irá adiantar nada, e casos como estes ficaram cada vez mais corriqueiros do que já são.

    Por Mais Portestos durante uma Parada Gay e menos Festas durante a parada gay. Em memória aqueles que morreram por simplesmente serem felizes com sua condição.

  53. Ana Araujo disse:

    De coração partido com essa história… Eu realmente sinto muito. Apenas para frisar: os crimes de homofobia, como o Gustavo mesmo apontou, não acontecem apenas no Brasil.

  54. Fernando disse:

    Temos que lutar para a criação de uma delegacia específica, como existe a da mulher. Uma delegacia para crimes contra LGBTT.

  55. Anderson Silva disse:

    Muito Triste essa Situação! Queria entender a dificuldade de Respeitar as Diferenças? Mas espero que tudo isso mude! Ainda tenho esperança! Se nos unirmos sempre, podemos mudar essa situação! Que Deus conforte o coração de vcs! E que faça Justiça!

  56. Daiana disse:

    Que a justiça seja feita….e q quando algo acontecer procurarem saber quem a pessoa realmente é e faz da vida antes de falar que era um morador de rua👌

  57. Valdeci coelho disse:

    Seremos sempre vistos como escória da sociedade?

  58. Yv disse:

    Infelizmente o mundo esta essa tristeza e as pessoas cada vez mais crueis e desumanas. Nãoo sei onde vamos chegar com tantos crimes brutais. Nao digo escolha sexual do Alexandre mais a liberdade em ser o que de fato ele era gay mais infelizmente temos que conviver com pessoas homofobicas neste mundo onde aida pensam que ser heterossexual é a unica espécie que merece viver são os heterossexuais.Meus sentimentos peo seu amigo.

  59. Cláudia Oliveira disse:

    Toda a sociedade precisar se unir e dar um basta nesse tipo de violência, em pleno séc XXI enfrentarmos o racismo e a homofofobia é no mínimo lamentável. Sem palavras pra explicar todo o meu repúdio pra esse tipo de situação. Sinto muito pelo seu amigo. Que Deus possa conforta-Los nesse momento de dor.

  60. Elias disse:

    Meu deus que triste…. a Polícia deve investigar isso será que não tem nem uma Camera filmadora na rodoviária.. ou próximos ali..Tudo serve de ajuda para colocar esses assassinos na prisão. Não conhecia ele lamentável isso.. Eu ja tinha perdido um amigo ali em baixo da ponte… mas até agora nada.. Deus o tenha… e conforte o coração dessa família triste..

  61. Raka disse:

    Uauu.. Somos vítimas d tamanha violência e não consigo entender o pq, apenas amamos e nada mais. O direito d amar é igual p todos, porém devemos em certas situações não expressar aquilo que sentimos para não correr risco de vida. Moro na alemanha e namoro uma italiana, vivemos bem aqui, temos nossa liberdade e n sofri nenhum preconceito, mesmo assim nao m sinto 100% segura, a violência esta se tornando algo fora do controle que não estamos seguros em lugar algum. Espero que a justiça acorde, q a polícia comece a respeitar a diversidade, e que exista d fato uma lei q nos proteja, mas q nos proteja mesmo. Que n seja só mais uma lei p ser esquecida. Descanse em paz Ale😢 E que a justiça seja feita. Esse não foi um caso isolado d homofobia e nao sera o ultimo INFELIZMENTE

  62. Machado disse:

    Triste isso

  63. Branco Brambilla disse:

    Estou profundamente emocionado,triste de mais… O mundo precisa de Amor… Não de + preconceitos com gays, negros, pobres, obesos… Vivo em Campinas,uma cidade com muitos Gays…E aqui Vivo em Paz…Vou rezar e pedir a Deus que conforte a Família.. E aos amigos. 😉

  64. Surfista disse:

    Triste isso lamentável… cadê a Polícia presisa ser investigado isso… olhar tudo nessas horas… Câmeras filmadoras.. pessoas ali na rodoviária pois é um lugar muito perigoso tudo e suspeito… vamos lutar..Triste esse final um jovem… Meu deus conforte o coração dessa familia

  65. Lia disse:

    Ola, lendo seu artigo, daqui de Paris, me vieram lagrimas nos olhos. Meu melhor amigo é gay e mora no nordeste. Fiquei com mais medo ainda pour ele. Precisamos transformar nossos medos em açoes. Fica aqui uma sugestao: que tal criar un site/portal,onde pudessem registrar todos esses casos e assim começar uma especie de banco de dados de agressoes e fazerem virarem estatisticas??? Com numeros,quantificaveis, os direitos seram bem melhor ouvidos 🙂

  66. Jean disse:

    Emocionante, com os olhos cheio de leagrimas, consigo sentir a dor de perder alguém que amamos, aqui em SP também tenho um ocorrido de a grande amigo, que nas mesmas condições apareceu morto em um terreno baldil, e detralhe, os assassinos eram de menor. Assim como também já sofri espancamento em uma boate gay de SP, onde deveria nos proteger.

    Meus pêsames.

  67. Joyce Cesar Pires disse:

    Sinto muitíssimo o que acorreu com Alê. E vamos nos unir para que os assassinos sejam condenados. E lutar por um legislação contra a homofobia.
    Joyce Pires.

  68. Gilmar Antonio disse:

    ” Quando se fala sobre lgbttt, não se fica só contando os mortos. A gente conta os vivos e com os vivos, para que não nos tornemos amargos. Por que é sempre à vida que nos dirigimos, por que é sempre a vida que importa. Mas os mortos portam uma mensagem escandalosamente audível: violência, desfiguração de corpos, violência simbólica e física durante juventude e infância são traços de muitas histórias de gays, lésbicas, trans e afins. Isso não tem graça. Tem gente que paga com a vida por não caber na lógica sexista e compulsória da heteronormatividade. Assassinato de gays, lésbicas, trans e afins não é uma abstração em nosso páis: é real e contínuo. Bom fim de semana pra todo mundo e que tenhamos encontros ótimos e potentes, que efetivamente possamos contar com os vivos para não matar de novo aqueles que foram mortos por serem LGBTTT”
    Marcelo Santana Ferreira

  69. Iury Fidelis disse:

    Muito triste…Que a justiça seja feita com hombridade!!

  70. Marilda disse:

    Meu querido . Sem comentários para sua dor . Sei que ela vai muito além da morte de seu amigo . Impossível caber na cabeça de alguém que possam existir pessoas tão ruins . O preconceito é um câncer atrelado à ignorância .
    Moro em Brighton na Inglaterra , considerada a capital gay da Europa (não sou gay ) e lá as pessoas vivem em perfeita harmonia , existe uma haura de paz e respeito por todos . Dizem que em outros lugares as pessoas são bem menos “abertas ” do que lá e Londres , mas não se ouve relatos de assassinatos por homofobia .
    Sonho com o dia em que o Brasil possa deixar de ser um país onde racismo, preconceitos de qualquer espécie e violência sejam coisas do passado , embora saiba que esse dia está muito distante .
    Sou solidária a você e espero que a morte de seu amigo sirva ao menos para que alguma coisa seja mudada nesse sentido . Abraco

  71. Andre Kummer disse:

    Triste… Infeliz… E verdadeiro.

  72. Helena disse:

    Lamento muito. Não há nada que diminua essa dor. Ele parece ter sido um ser humano formidável! Uma pena!

  73. Surfista disse:

    Bom trabalho a Polícia conseguiu imagens.. e ja tem as pistas.. imagens mostraram três pessoas com ele é tinha uma mulher junto que a mesma pega o capacete dele e o agride.. resumido triste oque aconteceu.. mas logo esses assassinos vão pagar isso na prissao.. mas não vão trazer de volta a vida desse jovem.
    Costumo dizer uma f rasse “estava no lugar errado e na hora errada “. A Polícia conseguiu as imagens nas câmeras do remo.. já estão sendo investigadas e periciadas.as imagens ja foram divulgadas pela mídia e mostra nitidamente os assassinos..

  74. Rosely Dantas disse:

    Muito triste! Essa é a maior preocupação que tenho com pessoas que amo e são homosexuais. Parabéns pelo texto, seu amigo deve ficar muito feliz de onde estiver. Força!!

  75. Vagner disse:

    Muito triste isso, chega ser inacreditável, mas foi verdade infelizmente. Que Deus conforte a famílias. Força parceiro parceiro!

  76. Valdemir Oliveira disse:

    Fui brutalmente espancado com uma pistola ! 9 coronhadas que me fizeram marcas, pontos e uma orelha totalmente sensível. Tive problemas de memórias por 12 dias…
    Os direitos humanos nunca me ligou para saber se eu precisava de ajuda.
    Mas, o menor que me fez isso com ódio e cheiro de morte, com certeza não vai parar por aí…
    Até hoje estou recebendo multas de alta velocidade… Coisa que me garantiram que carro roubado automaticamente não recebe multas…
    Fato é este país está desgovernado de justiça e governado pela violência.
    Onde ser quem é, é crime…
    Eu não aguento mais tanta violência, impunidade, machismo em um psiquismo de insanidade coletiva.
    Vivo com medo, vivo sem paz… Se não somos roubados nas ruas, somos assaltadosnos mercados…
    Pelo amor de Deus… Pára esses corruptos que querem uma sociedade violenta, ignorante, burra, preconceituosa e sem futuro que vive de esmolas. A manipulação precisa acabar, só quero o direito de ir e vir com todas as integridades dignas.
    Eu de fato não vejo luz no fim do túnel, pois a luz pode ser nada mais ou nada menos a luz do seu, porque sem saber você foi brutalmente assassinado.

  77. Eliane disse:

    Fico muito angustiada cada vez que são noticiadas ocorrências como estas. A sensação que tenho é que somos brutais de forma desmedida. Praticamos a brutalidade conscientes e o fazemos certos de estarmos pondo ordem naquilo que consideramos inadequado, inaceitável, etc. Fico envergonhada com esta capacidade que apresentamos. Nestes momentos sempre me questiono se somos de fato seres cuja natureza é o convívio social respeitável na diversidade que somos ou esta besta terrível, carregada de ódio e preconceitos. Quero sempre encontrar inúmeras razões para acreditar que todos somos capazes de ser bons, fazer o bem e enxergar o belo. Sinceramente, desejo o basta dessas agressões e mortes sem sentido.

  78. Boa tarde!

    Outro dia, após uma conversa com a namorada, refletimos sobre a condição do homossexual ao assumir para a sociedade a sua opção e chegamos a seguinte conclusão: O cara (a) tem que ser muito macho, muito mesmo. Primeiro, para enfrentar o dilema familiar, segundo a sociedade e terceiro e último atos de covardia e selvageria como o que vitimou o seu amigo. Sou heterossexual, tenho total segurança sobre a minha sexualidade, não tenho dúvidas. Acredito que atos como esse são praticados por homens que no fundo têm medo de assumir uma posição contrária ao que fora passado desde a infância. São covardes na essência e na personalidade. Rezo e torço para que as autoridades catarinenses encontrem esses criminosos e, além de passar muitos anos no xilindró, ao sair, como medida sócio-educativa, devem frequentar um núcleo de assistência aos gays, lésbicas, travestis e trans que sofreram qualquer tipo de violência.

    Abraços, meus sentimentos!

  79. Cris disse:

    Lamentável… Muito triste com essa perda, que não é só tua e sim de todos(as) nós que vivemos num País que além de corrupto, é violento… Nascida e criada em Floripa, fico deveras impactada com qualquer notícia de violência e morte, ainda mais de uma pessoa que nada contribuiu para isso, muito menos provocou essa situação… Lamento muito, muito mesmo e espero que essa morte estúpida e covarde não seja em vão. Tenho amigos gays, lésbicas e posso dizer, sem medo de errar, que são os melhores, the best, pelo carinho, pela dedicação e principalmente, pela alegria de viver 😦

  80. Su disse:

    Meus mais profundos sentimentos pela sua dor. O Ale parecia ser uma pessoa incrível. É um absurdo a falta de civilidade da raça humana. Eu juro que tento ter fé na humanidade e acreditar em tolerância e respeito… Mas está muito difícil. Estamos desenvoluindo… 😦
    Somente uma correção, o boletim de ocorrência é feito na delegacia da polícia Civil e não militar. Pra que essa polícia faça uma investigação é necessário intervenção do ministério público ou ordem judicial, no seu caso seria emitida após o atestado feito pelo exame de corpo de delito. Infelizmente é assim que as coisas funcionam no Brasil.

  81. Pingback: Eu sobrevivi para contar. O Ale, não. Assassinado por homofobia? | Desacato

  82. Christian Pedreschi disse:

    Força e Fé!

  83. Lalo Pena disse:

    Não me emocionei e passou e eu fui passando. Não vou esquecer. Por isso eu agreguei um trechinho meu que fala sobre a sua notícia triste. E do quanto é terrível não puder avisar alguém do que não se pode. A sua declaração de amor pelo seu amigo está declarada na minha cara e no meu face. Se a Luz acende, já não há sombra. Vai; respira o meu bem. Que está em Gustavo igual. Amém.

  84. Edith Aschermann disse:

    #somostodosalexandre

  85. Gilmário Tanajura Peixoto disse:

    O que falar de uma situação absurda como essa? Dessa vergonha, desse absurdo, frutos da ignorância de uns e da incubação de outros? Gays, travestis, transsexuais mortos de forma dantesca; índios sendo queimados ( e o ser inconsequente alegando que confundiu o índio com um mendigo ); terreiros de Candomblé, tendas de Umbanda, Centros Espíritas invadidos por seres malucos, cegos pelo fanatismo ( e servindo de massa de manobra para as mentes dos espertalhões ). É preciso ter a devida consciência de um fortalecimento no intelecto e na moralidade (não essa “moral” emoldurada de uma hipocrisia gritante), mas de uma MORAL que dará a certeza de que as autoridades se curvarão diante de um grito de BASTA. Quase tudo já foi feito. Agora é hora de tentar desenvolver essa força interior que existe em todo ser humano para que aconteça essa reforma íntima. Gandhi conseguiu muita coisa, imagine se todos unidos fizerem a mesma coisa… É só uma sugestão, não precisam concordar, mas é que tanta coisa já foi feita…

  86. Alex Hoera disse:

    Nossa Gu, estou escrevendo esse comentário com tantas lágrimas no rosto! não dá pra entender, não existem motivos para violência! cara, até a violência verbal é pesada, imagina um assassinato… Não dá pra acreditar que isso aconteça ainda hoje! estou bem chocado, tenho acompanhado a repercussão desse caso e os responsáveis por isso serão encontrados e punidos! É triste saber sobre a polícia, realmente parecem não ter alma ou família, porque escolheram essa profissão? São frustrados e parecem descontar em quem mais precisa… tá tudo bem errado e sei que minhas palavras não vão mudar isso, mas quero deixar registrado minha indignação e sei que como existem muita gente preconceituosa e do mal, também existe muita gente do bem e finalizo aqui com uma mensagem de esperança: “Há gente boa no mundo. Mesmo que os jornais anunciem tantos ladrões, eles ainda são poucos. A maioria é correta e não dá manchete. Não vamos cair na bobagem de pensar que nada presta. Chega de reclamar. Se há espaço reservado ao fracasso, há outro aberto ao sucesso. Abra o coração. Ajude os outros. Confie, pois é amando que se é amado.” (Monja Cohen) – Amo você meu amigo, estou com saudades e espero que esteja bem! FORÇA! ❤ ❤ ❤

  87. Emanuel Denarte disse:

    Por favor, gente. Cuidado! Não sei se foi o caso do Alexandre. Mas lembro-me certa vez que eu estava num bar bebendo e me divertindo com um grande amigo meu e chegaram dois rapazes que sentaram em nossa mesa e começaram a beber conosco. Entre tantas conversas, o papo foi ficando “quente” e todos decidimos sair dali e ir para um lugar mais reservado para curtir o resto da noite. Eles saíram na frente de moto e eu e o meu amigo fomos a pé para encontra-los mais a frente sem dar na vista aos que estavam no bar, afinal era uma cidade pequena do interior de Pernambuco e todos sabem de tudo. No meio do caminho o meu amigo encontrou um conhecido dele é desistiu daquele encontro pra conversar com o seu conhecido e eu fui sozinho para a “emboscada”. Quando encontrei os dois criminosos, desceram da moto e tentaram acertar meu rosto com o capacete, me protegi com o braço e enquanto um deles se distanciou pra pegar uma pedra de fazer calçamento pra esmigalhar o meu crânio, consegui empurrar o do capacete e fugir correndo com eles atrás de mim. Eu sobrevivi, mas outras dezenas de homossexuais não tiveram a mesma sorte. Talvez algo parecido tenha acontecido ao Alexandre ou nao, existem muitas estórias e todas elas são carregadas de ódio por parte dos agressores. Cuidado! Não saia com desconhecidos, por mais que eles te inspirem confiança. Eles são sagazes, calculistas e estão decididos a acabar com a sua vida. Não consigo me lembrar disso sem chorar, mas não posso esquecer. Tem muita gente morrendo por pouco e é preciso ser cauteloso. Que o Alexandre descanse em paz e encontre justiça.

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