Nós, brasileiros, não somos os mais corruptos

Demorei pra começar a pensar sobre isso, e até pra acreditar nisso. Porém, alguns fatos me fizeram refletir sobre essa realidade. É muito implícito, quase que imperceptível para um mero mortal comum que só lê títulos de notícias. Mas existe sim uma ordem mundial que vende o Brasil como um País corrupto, violento e “creepy” internacionalmente. E aceitar isso como realidade, calado, é diminuir a si mesmo como brasileiro.

A estratégia de vender o Brasil dessa forma é a mesma utilizada com outros países/regiões: o oriente médio como uma zona de conflito, perigosa e Terrorista, a Asia como poluída, suja porém produtiva e a Africa, tirando a do Sul, como um continente onde as pessoas passam fome e vivem na miséria.

Será que isso é verdade?

Basta conversar com pessoas destes países e regiões para descobrir que não. Que tem muita coisa boa acontecendo por lá que a grande mídia internacional ignora completamente.

Ao assistir vários noticiários (Fox News, CNN, ABC, etc) aqui nos Estados Unidos, comecei a reparar que, quando abordam a corrupção, eles sempre começam pelo Brasil. O último foi muito óbvio: fizeram uma reportagem sobre as companias petrolíferas e os apresentadores começaram fazendo piadas sobre a Petrobras. Bam! Foram mais de 10 minutos falando sobre o problema e apenas 1 minuto com pequenas menções sobre as gigantes: como a Exxon Mobil, Pemex, Chevron, etc (que possuem casos bem piores do que a Petrobras).

O ponto desta ordem midiática é: melhor destruir a imagem de outro País lá fora, falando sobre a corrupção alheia, do que falar da corrupção interna, dos BILHÕES que as grandes empresas lucram em cima de trabalho escravo, da guerra não televisionada, ocultando mortes de civis (mulheres e crianças) em outros países e, inclusive, do próprio povo que sofre com a violência dentro dos Estados Unidos.

Não é preciso de muito tempo morando fora pra perceber que a corrupção não é exclusiva dos brasileiros. No último sábado, por exemplo, fui no cinema. Ao chegar 15 minutos antes do filme, já haviam várias pessoas “segurando lugares” pros amigos que estavam atrasados. Achei injusto, por ter chegado cedo pra garantir um bom lugar pra sentar e mesmo assim não consegui, porque bolsas, casacos e vários cara de pau seguravam os lugares dos amiguinhos atrasados.

Nos últimos dois anos, tive experiências aqui com pessoas que deram aquele “jeitinho” de ser corrupto, sem ao menos serem brasileiros: uma empresa X americana contratou, através de uma empresa laranja, diversas pessoas para um evento e desapareceu do mapa, sem pagar ninguém (incluindo a mim). Um cara não me devolveu o depósito do quarto que aluguei no ano passado até hoje. Outro, comprou atestado pra poder tirar licença. Gente (americanos) roubando lençóis do hotel pra levar pra nova casa alugada. E sim, aqui as pessoas dirigem embriagadas também. Vejo gente chegando mais tarde e saindo mais cedo do meu trabalho todos os dias, mas recebendo o mesmo daqueles que trabalham as 8 horas diárias. Eu fico puto.

Fora os escândalos de políticos daqui dos EUA envolvidos em corrupção que ninguém anuncia, apenas os pequenos jornais e portais online – que fica por isso. Não sobra espaço pra falar mal deles mesmos, saca?

O pior de tudo isso é que querem vender o “Brasil corrupto” para os próprios brasileiros, através de parcerias com a mídia local. E muitos estão comprando. Não preciso falar os nomes dos veículos aqui pra não acharem que isso seja uma coisa “direita X esquerda”, mas sim uma estratégia deste inimigo invisível contra TODOS NÓS, como brasileiros.

Eu não vou tolerar nenhuma piada idiota por ser brasileiro. Faço questão de conversar e explicar o que acontece. Eu não tenho vergonha de ser brasileiro, pelo contrário: tenho orgulho e sou muito grato por poder representar o que temos de melhor do Brasil para o mundo: com a alegria, o carisma, o trabalho duro e tudo aquilo que temos de bom.

Qual seria a saída para mudarmos esse cenário? Simples: ser o exemplo, parar de assistir esses canais da grande mídia, preferir jornais alternativos, investigar os fatos antes de passar vegonha no Facebook por postar qualquer mentira e fiocar nas boas notícias que valorizam as soluções para um futuro melhor.

Nessa guerra da informação, cair nessas armadilhas midiáticas é o mesmo que morrer em vida. É perder a batalha e, o pior: se render como um soldado deles. Por isso fica aqui esse ponto de vista pra quem tá querendo uma pontinha de esperança para que esse 2017 seja um pouco melhor. Já passou da hora de nos unirmos contra esses gigantes bilionários que estão saqueando o Brasil e o mundo.

De novo: o inimigo é invisível.

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Sobre Gustavo Santi

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