A morte da mídia conservadora e o futuro das mídias alternativas

Valor, Exame, O Globo, InfoMoney, Estadão e muitas outras mídias de massa brasileiras são consideradas conservadoras. São instrumentos que servem para manter o sistema que está em atividade nas sociedades no mundo todo. Por isso se chama conservador – para se conservar. Porém, já sabemos que o sistema de hoje, do capitalismo selvagem, não funciona 100% no Brasil.

Enquanto nos Estado Unidos funcionou muito bem por muitos anos, fazendo com que o “sonho americano” fosse possível, o Brasil seguiu a linha de uma maneira torta, começando pela sua exploração e chegando em pleno século XXI pra virar o celeiro do mundo e quintal dos EUA.

Empresas estrangeiras deitam e rolam em cima da população brasileira, em todos os sentidos, com a blindagem da grande mídia internacional em parceria com a mídia conservadora local.

É importante que tenhamos consciência de que os jornais mais acessados do Brasil e do mundo ditam as regras do jogo e controlam indiretamente a população, o movimento das massas e, indiretamente, o mercado financeiro. Não é preciso pensar muito para descobrir que o modelo de negócios dos jornais e canais de televisão é sustentado pelo patrocínio de grandes empresas.

Hoje, no ápice da produção de mentiras falsas, vale tudo para conquistar a confiança da população. Vale levar um jovem pra Harvard, Stanford, e criar profissionais em cada área pra se justificar um movimento em prol dos grandes (economistas, médicos, edvogados, juízes). Mas é preciso saber que estas pessoas estão do lado dos grandes e não do povo.

É neste cenário onde várias “personalidades” atuam em prol de si e contra a população que precisamos atuar, mais do que nunca, ponderando as informações que são divulgadas por estes meios de comunicação – e meios alternativos também. Não precisamos ser necessariamente radicais ao ponto de não ler e ignorar estes canais da velha mídia. Podemos simplesmente abrir mais espaço, tempo e dedicação para novas mídias.

Para que tenhamos uma mudança – para a melhor – é extremamente necessário se questionar, não acreditar em tudo como verdade absoluta, porque pode ser – na maioria das vezes – que a história vendida por eles seja uma cilada.

É assim no mundo inteiro. Eles manipulam informações e orquestram o mercado. O ponto que devemos discutir é: o que queremos para o nosso futuro? Perseguir o sonho de ser um dos ricos, cada vez mais ricos (em sua maioria em cima de uma população cada vez mais pobre), ou algo com mais igualdade e riqueza em abundância pra todos?

Eu prefiro a segunda. Uma sociedade mais educada e com prosperidade diminui a violência e aumenta as suas riquezas. É melhorando a base que a pirâmide fica forte o suficiente até pra estrutura do rico.

Mas parece que para eles, os bilionários, fica difícil enxergar o sofrimento de quem está na rua. Talvez seja por apenas usarem seus helicópteros, trafegando pelos céus e utilizando aeroportos de fazenda – que deveriam ser das cidades. Talvez seja porque eles tenham funcionários para tudo e não precisam nem sair na rua pra jogar o lixo.

 

Existe uma ilusão sobre aquele que possui carro ser uma pessoa de sucesso no Brasil. Se você usar transporte público, você é pobre. Dizer que você vai para o trabalho de ônibus mexe com o ego das pessoas. E as que são direcionadas pelo ego, são as que ignoram completamente o esforço daqueles que lutam por um transporte coletivo de qualidade, mesmo que tendo um carro na garagem.

A mídia vende padrões o tempo inteiro para manter o sistema – por isso é conservadora. Para se ter sucesso, mesmo que você seja pobre, é preciso ter roupas de marca, viajar para lugares que estão na moda, ouvir músicas das paradas, consumir arte como se fosse comida, com direito a foto no instagram. E o povo compra.

Já as mídias alternativas e a tecnologia chegaram com tudo e estão abalando esse esquema centenário da mídia tradicional. Basta olhar para os últimos dez anos, o que não existia em 2006:

iPhone, iPad, Kindle, Uber, Airbnb, Android, Oculus, Spotify, Nest, Stripe, Square, Pinterest, Instagram, Snapchat e WhatsApp.

Este novos modelos seviram como plataforma de tecnologia para que a mídia conservadora entrasse com tudo e se estabelecese entre os conteúdos gerados pela própria população.

Eles usaram Blogs, Twitter, Facebook, YouTube e tudo para continuarem na sua estratégia vendendo mentiras pra controlar a sociedade. Porem, foi preciso chegar no fundo do poço para que alguns CEOs dessas empresas começassem a pensar no impacto de uma mídia conservadora utilizando as suas plataformas.

O Facebook e o Google já anunciaram os seus esforços em cima das notícias falsas e discurso de ódio. E isso já é um grande passo para combater aqueles que, durante anos, utilizaram uma estratégia suja pra constrolar a população.

Empresas laranjas, trabalho escravo, importação de mão de obra barata, concessão de obras para empresas de amigos e família e guerra contra o “terrorismo” e o “tráfico”. Tudo isso vai ficando cada vez mais difícil de esconder. A lista é grande e mal se fala nisso nas mídias tradicionais. Eles preferem colocar os holofotes nos políticos, pra ofuscar o que acontece por trás dos bastidores.

Fora os desastres ambientais que estes jornais ignoram. Toda grande cidade no Brasil, do norte ao sul do País, possui uma córrego ou rio morto, uma praia imprópria para banho ou uma extensão um buraco em alguma montanha pra retirar minério.

É fato que as pessoas ficaram cada vez mais bem informadas. E por isso eles irão jogar muito sujo. Sou super aberto a mudar de opinião e quebrar paradigmas, sempre. Só que ao invés de acreditar em tudo que dizem em um jornal conservador – que protege os grandes bilionários – prefiro as mídias alternativas, produtores de conteúdo sme rabo preso.

Se você é empresário, não se iluda achando que essas grandes mídias estão falando por você enquanto oprimem a classe trabalhadora. Mais vale investir tempo e dinheiro com veículos como NextFlix e Spotfy pra ter acesso à conteúdos de qualidade, daqueles que beneficiam startups, pequenos negócios, a economia criativa, a arte e cultura que realmente é a cara do brasileiro, e não apenas do 1% que eles querem nos vender.

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Sobre Gustavo Santi

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