Querida “comunidade LGBT”, precisamos conversar sobre a rejeição

The Kinsey Scale

Querida “comunidade LGBT”, precisamos conversar.

Neste mês do orgulho LGBTQ, não temos muito a celebrar além do fato de estarmos vivos. Mesmo depois de anos de lutas históricas por direitos, respeito e igualdade, parece que estamos andando pra trás em vários sentidos, principalmente no discurso de ódio que toma a conta das redes sociais e dos espaços públicos.

 

Antes, lutávamos por igualdade. Hoje, lutamos pelas nossas vidas. O direito de viver, da integridade física. Tem noção do que é isso? O que estamos fazendo para que tenhamos essa liberdade? Precisamos fazer mais do que colocar a bandeira do arco-íris no Facebook, para que possamos viver com dignidade, diferente da cartilha ditada pela sociedade conservadora.

 

A família tradicional é um padrão vendido em muitos países, que pode ser um conceito muito mais machista e misógeno em outros – onde gays e mulheres sofrem muito mais. As regras cagadas por pessoas que vivem este padrão, jogam nas costas de jovens LGBTQ de todos os cantos, um carma coletivo que é o de viver dentro de uma família e sociedade conservadora, te pressionando constantemente pra seguir uma vida que eles querem – e não como você quer, como você é, de verdade.

 

Não poder dançar, ter que gostar de futebol, ter namorada pra apresentar pra família, usar um vocabulário “malandro”, e ser macho, sem sensibilidade. É a totura diária que muitos jovens LGBTQ viveram no passado, e continuam vivendo até hoje.

 

Quantos homens casados com mulher e “macho” sem camisa com a cabeça cortada existem no Grindr (aplicativo gay de pegação)?

 

Muitos. Em todos os lugares.

 

Presos, com medo de se assumir, acabamos enfrentando os mais diversos paradoxos na descoberta da própria sexualidade. Um processo que entra em confronto com aquele padrão que a sociedade espera que você seja: o macho.

 

Só que muitas das nossas características estão no nosso DNA, nos nossos genes. Não dá pra controlar. Não tem como mudar. NÃO É OPÇÃO SEXUAL.

 

Toda aquela informação que irá definir por quem você se atrai, como o seu corpo reage e como a sua cabeça se enxerga na questão de gênero, faz parte do código genético de cada um. E crescer lidando com isso é uma montanha russa de sentimentos e emoções que desencadeiam numa série de questões mentais.

 

E sobreviver esse processo sem o suporte profissional, de amigos e família, pode ser doloroso. Surgindo sinais de ansiedade, desconforto, medo e a possibilidade de desencadear uma depressão sem fim.

 

No pior dos casos, muitos acabam como um homofóbico – gay enrustido. Aquele que se prende totalmente aos padrões que a sociedade lhe impõe, finge ser hétero, mas está sempre pulando a cerca. E acaba por atacar o outro, o que é livre, que vive a vida que o homofóbico não conseguiu conquistar.

 

Considero todos os LGBTQ pessoas vitoriosas. Ainda mais aqueles que são autênticos, únicos, divertidos e sem medo de se assumir pra si e para todos. Eu mesmo como gay, ainda estou perdendo o medo de me expressar da minha maneira, com autencidade, mesmo em frente de amigos héteros. A cada dia é uma grande vitória.

 

Talvez seja por esse motivo que a “comunidade gay” leva consigo um carma pesado – e coletivo – que é o da rejeição. Recebemos tantos “nãos” durante a nossa infância e juventude que, ao nos tornarmos gays assumidos (ou não), passamos a jogar isso de volta pra própria comunidade LGBTQ.

 

Estou falando do ódio de classe, da indiferença, do racismo e preconceito. Muitas bixas se dividem por grupos, como se fossem castas. E a partir dos padrões compartilhados por cada grupo, criam seus próprios julgamentos e começam a destilar o seu ódio – muitas vezes em forma de piadas sem graça – em cima de outros que são diferentes de si.

 

E esse comportamento vem de todos os lados, grupos, tipos, de LGBTQ:

 

Lésbicas, Gays, Barbies, Drags, Transgêneros, Bissexuais, Fashionistas, Ursos, etc. O respeito não escolhe o tipo de pessoa ou o grupo em que ele orientará a vida de alguém.

 

Uma das piores reações daqueles que sofrem com rejeição, é a da pessoa que leva um fora e passa a transformar o crush que não vingou em inimigo pra vida.

 

Gente, se duas passivas não dão certo, que se tornem amigas, não inimigas.

 

Falam tanto das mulheres, que elas adoram fazer fofoca e criar confusão, mas tem muita bixa barraqueira por aí. E nem precisa ser afeminada pra fazer isso.

 

Dão piti, rosnam como uma gata nervosa no cio, preparada pra te arranhar a qualquer momento.

 

Uma certa vez, em uma festa de gays brasileiros, um dos caras ficou o tempo todo dando em cima de mim. Até que, com a minha permissão, ele me abraçou e veio querendo me dar um beijo na boca. Ao ser recusado, o cara parou de falar comigo e se afastou. Nunca mais mandou uma mensagem, uma interação ou fez questão de falar um oi nas outras vezes que nos encontramos.

 

Parece que receber um “não” de alguém, dentro da comunidade LGBTQ, pode ser ainda mais desafiador pelo fato de carregar um histórico de rejeição que sofreu na infância e adolescência.

 

É completamente compreensível que muitos LGBTQs tenham comportamentos aríscos para com os outros, até por conta da repressão que muitos viveram. E é exatamente por este motivo que precisamos conversar sobre isso, criar um ambiente de suporte e de apoio, para a aceitação dos outros e de si mesmo.

Ultimate Gay Fighter

Fazer terapia é o melhor caminho para se descontruir e se construir novamente. Mas não é o único: participar de grupos de discussão, voluntariado, ir em shows de drag, festa de urso, de couro, de hétero e afins. É abrir a cabeça para vivenciar outras realidades e aceitar pessoas diferentes do que você já é.

É muita hipocrisia falar de orgulho gay enquanto oprime o amiguinho de uma mesma minoria ~nem tão minoria ssim~ que não faz parte da sua panelinha. O respeito serve não só para si – em quesito de orientação sexual – mas também quando se trata de classe, raça, etnia, identidade de gênero, ideologia política, credo, toda e qualquer característica que faça o seu semelhante ser um pouco diferente do que você é.

 

Liberdade de expressão não significa atacar o próximo falando tudo o que se pensa, pegar uma arma e sair por aí atirando em todo mundo. As palavras também ferem as pessoas. Isso é libertinagem (falta de educação). E é o que menos precisamos nos dias de hoje.

 

Se é paz o que queremos, seja ela na terra e dentro de si, que comecemos dentro da nossa própria “comunidade”, ao respeitar o coleguinha.

 

Como dizem por aí: aceita, que dói menos.

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I Just took the DNA test and here are the results

Thanks to Ancestry DNA, now I know more about my ancestries.

I’ve been asking to my family about our ancestors. From the side of my mother, my grandma had very strong Native Americans traits. While my grandfather was from an Italian family which came as refugees from Italia during the II world war.

From my father’s side, I just know that my grandma came from Bahia, Brazil, with her Portuguese heritage. Had any information about my grandfather.

When I received this test I was just amazed by the astonishing results. We just don’t need to talk about all these restrictions that we’re having right now, in the XXI century, creating immigration issues when we see results like this:

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fgustavosanti%2Fvideos%2F10213480820000020%2F&show_text=0&width=560

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É preciso escutar de um gringo o que é ser brasileiro 


Fui no mercado pra comprar cerveja e a caixa, uma jovem morena meio europeia meio latina, pediu a minha identidade. Ela leu meu nome e perguntou em português, num sotaque familiar: “você é brasileiro?” abrindo um sorriso encantador. Respondi que sim, retribuindo o sorriso. “Você também?” Ela: “Não. Sou mexicana. Mas já morei lá por dois anos”.”Seu português é muito bom. Achei que vc fosse. Parabéns”

O papo desenrolou com ela me contando da saudade que sente do nosso povo, e que vai voltar em julho pra ficar. “Eu adoro a música brasileira. A arte, a cultura, as praias, é uma coisa sem igual. E não encontro essa alegria de vocês em outros lugares. Talvez seja o clima, não é?”

O papo tava super bom até outro cliente chegar e eu me despedir, quase esquecendo as compras no caixa – encantado.

Voltei pedalando e pensando como nós, brasileiros, nos diminuímos. Compramos as crises de cachorro vira-lata e perdemos tempo com as críticas, com aquilo que nos separa. Sendo que é uma coisa ruim entre outras 500 coisas boas que nos unem. A alegria, o trabalho, a música, as artes, a nossa terra, a nossa comida… é preciso escutar outro de fora elogiando o seu país pra começar a dar valor. Espero que essa sujeira toda que apareceu se abaixe, que os vilões percam o mais rápido possível e que comecemos a focar no positivo, juntos. Temos tanta coisa boa que carregamos dentro da gente que às vezes nos esquecemos disso.

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Como se manter mentalmente saudável acompanhando os noticiários

Há mais de um ano, em março de 2016, havia decidido que não gastaria mais energia discutindo sobre política ou acompanhando noticiários do que acontecia no cenário político ou social – no Brasil e no mundo. Como eu trabalhava part-time na cozinha, foi fácil tomar essa decisão. A única preocupação, era manter a televisão ligada (para os clientes que estavam a comer) no canal da previsão do tempo, em um documentário do Netflix ou em alguma playlist musical.

Parte deste processo se deu em dar unfollow (sem descurtir) todas as páginas dos políticos que seguia, dos canais que abordavam o assunto e abrir espaço para que outros conteúdos aparecessem nos meus aplicativos de leitura. E nos 10 meses que se passaram, essas ações foram excelentes pra manter a mente sã, me exercitar, conhecer pessoas do mundo inteiro e poder focar as energias naquilo que realmente precisava: estudar inglês, espanhol e negócios no Vale do Silício.

Só que neste ano, janeiro de 2017, comecei a trabalhar para o Facebook. E ao voltar a lidar com as notícias diariamente, me senti novamente conectado aos assuntos que tentei ficar longe. Entre eles, o da política. E por mais que você queira, é praticamente impossível não se tocar com o que acontece no cenário político mundial.

Trabalhar com comunicação no Brasil, pode ser muito divertido e gerar um conhecimento rico no decorrer do dia. Uma vez ouvi da minha ex chefe, quando trabalhávamos para a revista Veja, que: “O bom de trabalhar com conteúdo é que se aprende algo novo, todos os dias”.

Diagnóstico: quase surtando

Nos últimos cinco meses deste ano, além de conhecer pessoas incríveis, mergulhar no universo de uma empresa cheia de coisas bacanas, pude me aprofundar na pesquisa, análise de conteúdo e entender como notícias influenciam o sentimento da sociedade. E foi possível perceber que, além das técnicas sombrias de produção de conteúdo que muitos jornalistas usam, qual é o lado que mais mente no intuito de controlar as multidões. No expectro político e social, se usam táticas maquiavélicas para ganhar cliques, impressões de páginas e a atenção dos leitores/expectadores.

Não estou aqui para julgar partidos, nem esquerda x direita, até porque preciso manter o meu posicionamento neutro no âmbito profissional, sendo que ambos os lados usam esssas táticas para atacar uns aos outros. Mas, para quem lida com isso todos os dias, fica evidente quem são as organizações que mais manipulam informações acompanhadas do discurso de ódio, que chegam mastigadas para o consumidor final.

Há um mês atrás, me encontrei novamente deprimido. Descobri que era quase impossível conversar sobre assuntos extremamente delicados sobre política com meus amigos, família e alguns colegas de trabalho no Brasil que seguem a grande mídia, sem sentir uma tristeza por ver como muitos estão contaminados pelo sentimento do discruso de ódio. Hoje, me sinto um peixe fora d’água, por pensar diferente da maioria.

Foi quando me peguei comprando uma cerveja, logo depois de um dia estressante como esses, e me perguntei: “o que estou fazendo?”. Não faz sentido beber no meio da semana só para afogar as mágoas. E me lembrei da depressão que sobrevivi aos 27. Lembrar doinferno foi um sinal, para que eu cuidasse de mim. É mais importante cuidar da nossa saúde física e mental, e deixar de lado essa vontade de querer salvar o mundo avisando as pessoas sobre o que acontece do outro lado da tela de um computador, no caso, das notícias.

Há algumas semanas atrás, assisti uma palestra que me marcou bastante. O palestrante, ex-ativista e sociólogo, disse “minha vida mudou quando deixei de ser ativista para me tornar fazedor”.

E essa é a mais pura verdade: nós não mudamos a opinião de uma outra pessoa por um debate. É praticamente impossível rebater uma ideia de alguem que já tenha a opinião bem formada sobre algo. A única forma de fazer com que uma pessoa transforme, é proporcionando experiências onde, pela empatia, ela possa mudar de ideia.

Por isso, nada melhor do que compartilhar algumas atividades que, de fato, estão me ajudando no dia a dia a sobreviver, com saúde mental e física, a essa guerra midiática:

Evitar os debates:
Essa é, sem dúvida, a tarefa mais desafiadora. Afinal, é muito difícil escutar ou ler alguém escrevendo uma grande besteira e ver várias pessoas concordando com tal absurdo. Os dedos coçam pra escrever. Mas a cada fechada de página e mudança de assunto, o sentimento de vitória é muito maior do que a energia gasta em um debate que provavelmente não irá te levar a lugar algum.

Ler livros
As mídias sociais podem ser sim uma boa fonte de informacão. Mas jamais devemos substituir os livros, artigos técnicos e estudos mais aprofundados por um título de notícia. Além de aprender algo com mais consistência, as chances de se prender à uma história, à um livro e ficar longe das notícias ruins são bem maiores e, o conhecimento, é uma coisa que ninguém te tira.

Praticar exercícios
Tem dia que fico irritado. Títulos sensacionalistas, matérias mentirosas e tanto conteúdo sem valor social positivo que o que sobra na cabeça, é a raiva. Só que, a raiva, o rancor e o ódio, é um veneno que a gente toma pensando que o outro irá morrer. Por isso, deixo pra descontar toda essa energia acumulada nas corridas, pedaladas, na piscina e num treino bem puxado na academia. Dá um prazer gigantesco, um alivio sem tamanho e fica mais fácil pra esvaziar a mente no final do dia.

Meditar
Ok. Nos últimos anos parece que Yoga e meditação se transformaram atividades da moda, como o crossfit e o cupcake. Mas é uma prática milenar e pode ajudar muito aqueles que são inquietos, como eu. Pude ir em alguns templos, como fazia o Steve Jobs, mas não deixo de meditar – todos os dias, na minha casa. Existem vários tipos e maneiras de praticar meditação, só que é como a academia: só irá dar resultados se for praticada diariamente. E é excelente pra “resetar” a mente e focar nos pensamentos positivos.
*comecei um grupo de meditação dentro da empresa pros meus colegas que enfrentam os mesmos desafios. Está sendo incrível.

Observar a alimentação
Descontar na comida é um grande erro. Ainda mais quando se tem uma cozinha cheia de besteira ao seu alcance. Por isso, tenho tomado muito cuidado com a alimentação. Tenho garrafas d’água espalhadas em todos os lugares: no escritório, na mochila, no quarta, na cozinha. Também tenho evitado alimentos industrializados, pão, farinha, açúcar, sal e temperos artificiais. Carne, só quando alguem pede e não tenho como ser radical. Deixo pra estrapolar no final de semana, bebendo com amigos ou num restaurante em uma ocasião especial. De resto, muita água, frutas, verduras, legumes e cereais – como o ser humano fazia antigamente.

Social – estar com pessoas
Por último e tão importante quanto estar só, é preciso estar junto. Depois que me mudei do Brasil, passei por algumas situações de ataques xenofóbicos. Vindo de pessoas que – pasmem – acompanham essas notícias. E temer a este sentimento de medo, insegurança, faz com que nos isolemos, pra evitar que algo aconteça na rua. Mas isso não é bom, e não é verdade. É preciso sair de casa, ir ao encontro das pessoas. Dos amigos, dos colegas de trabalho, da escola. Estar rodeado de pessoas do bem é essencial para manter o alto estado de vida. E isso é algo que não podemos abrir mão.

Por fim, se você tem a oportunidade de ficar longe dos noticiários: faça. Afinal, qual é o significado de se manter informado? Consumir conteúdos travestidos de “notícia”? Hoje em dia, confiar em certos canais, pode ser um ato suicida quando se tem um mundo de possibilidades e canais diferentes para aprender coisas relevantes para a sua própria vida.

“Questione a autoridade. Nenhuma ideia é verdadeira só porqure alguém disse, inclusive eu. Pense por si mesmo. Questione-se. Não acredite em nada só porque você quer. Acreditar em algo não faz com que seja verdade. Teste ideias pela prova obtida através da experiência.” Neil deGrasse Tyson

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A Day in Our Shoes – Homeless LGBT Youth

The problem is when you’re a teen and have to live an oppressive life at home, constantly in fear. Dealing with violence, sexual abuse, repression or parents with alcohol/drug problems is not easy. Without support, these kids basically have no choice. Been in the street instead commit a suicide is an option. And for those LGBTQ kids, a path to survive. It’s a reality even bigger, in a conservative culture where parents do not accept their gay children because of its religion beliefs.

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A morte da mídia conservadora e o futuro das mídias alternativas

Valor, Exame, O Globo, InfoMoney, Estadão e muitas outras mídias de massa brasileiras são consideradas conservadoras. São instrumentos que servem para manter o sistema que está em atividade nas sociedades no mundo todo. Por isso se chama conservador – para se conservar. Porém, já sabemos que o sistema de hoje, do capitalismo selvagem, não funciona 100% no Brasil.

Enquanto nos Estado Unidos funcionou muito bem por muitos anos, fazendo com que o “sonho americano” fosse possível, o Brasil seguiu a linha de uma maneira torta, começando pela sua exploração e chegando em pleno século XXI pra virar o celeiro do mundo e quintal dos EUA.

Empresas estrangeiras deitam e rolam em cima da população brasileira, em todos os sentidos, com a blindagem da grande mídia internacional em parceria com a mídia conservadora local.

É importante que tenhamos consciência de que os jornais mais acessados do Brasil e do mundo ditam as regras do jogo e controlam indiretamente a população, o movimento das massas e, indiretamente, o mercado financeiro. Não é preciso pensar muito para descobrir que o modelo de negócios dos jornais e canais de televisão é sustentado pelo patrocínio de grandes empresas.

Hoje, no ápice da produção de mentiras falsas, vale tudo para conquistar a confiança da população. Vale levar um jovem pra Harvard, Stanford, e criar profissionais em cada área pra se justificar um movimento em prol dos grandes (economistas, médicos, edvogados, juízes). Mas é preciso saber que estas pessoas estão do lado dos grandes e não do povo.

É neste cenário onde várias “personalidades” atuam em prol de si e contra a população que precisamos atuar, mais do que nunca, ponderando as informações que são divulgadas por estes meios de comunicação – e meios alternativos também. Não precisamos ser necessariamente radicais ao ponto de não ler e ignorar estes canais da velha mídia. Podemos simplesmente abrir mais espaço, tempo e dedicação para novas mídias.

Para que tenhamos uma mudança – para a melhor – é extremamente necessário se questionar, não acreditar em tudo como verdade absoluta, porque pode ser – na maioria das vezes – que a história vendida por eles seja uma cilada.

É assim no mundo inteiro. Eles manipulam informações e orquestram o mercado. O ponto que devemos discutir é: o que queremos para o nosso futuro? Perseguir o sonho de ser um dos ricos, cada vez mais ricos (em sua maioria em cima de uma população cada vez mais pobre), ou algo com mais igualdade e riqueza em abundância pra todos?

Eu prefiro a segunda. Uma sociedade mais educada e com prosperidade diminui a violência e aumenta as suas riquezas. É melhorando a base que a pirâmide fica forte o suficiente até pra estrutura do rico.

Mas parece que para eles, os bilionários, fica difícil enxergar o sofrimento de quem está na rua. Talvez seja por apenas usarem seus helicópteros, trafegando pelos céus e utilizando aeroportos de fazenda – que deveriam ser das cidades. Talvez seja porque eles tenham funcionários para tudo e não precisam nem sair na rua pra jogar o lixo.

 

Existe uma ilusão sobre aquele que possui carro ser uma pessoa de sucesso no Brasil. Se você usar transporte público, você é pobre. Dizer que você vai para o trabalho de ônibus mexe com o ego das pessoas. E as que são direcionadas pelo ego, são as que ignoram completamente o esforço daqueles que lutam por um transporte coletivo de qualidade, mesmo que tendo um carro na garagem.

A mídia vende padrões o tempo inteiro para manter o sistema – por isso é conservadora. Para se ter sucesso, mesmo que você seja pobre, é preciso ter roupas de marca, viajar para lugares que estão na moda, ouvir músicas das paradas, consumir arte como se fosse comida, com direito a foto no instagram. E o povo compra.

Já as mídias alternativas e a tecnologia chegaram com tudo e estão abalando esse esquema centenário da mídia tradicional. Basta olhar para os últimos dez anos, o que não existia em 2006:

iPhone, iPad, Kindle, Uber, Airbnb, Android, Oculus, Spotify, Nest, Stripe, Square, Pinterest, Instagram, Snapchat e WhatsApp.

Este novos modelos seviram como plataforma de tecnologia para que a mídia conservadora entrasse com tudo e se estabelecese entre os conteúdos gerados pela própria população.

Eles usaram Blogs, Twitter, Facebook, YouTube e tudo para continuarem na sua estratégia vendendo mentiras pra controlar a sociedade. Porem, foi preciso chegar no fundo do poço para que alguns CEOs dessas empresas começassem a pensar no impacto de uma mídia conservadora utilizando as suas plataformas.

O Facebook e o Google já anunciaram os seus esforços em cima das notícias falsas e discurso de ódio. E isso já é um grande passo para combater aqueles que, durante anos, utilizaram uma estratégia suja pra constrolar a população.

Empresas laranjas, trabalho escravo, importação de mão de obra barata, concessão de obras para empresas de amigos e família e guerra contra o “terrorismo” e o “tráfico”. Tudo isso vai ficando cada vez mais difícil de esconder. A lista é grande e mal se fala nisso nas mídias tradicionais. Eles preferem colocar os holofotes nos políticos, pra ofuscar o que acontece por trás dos bastidores.

Fora os desastres ambientais que estes jornais ignoram. Toda grande cidade no Brasil, do norte ao sul do País, possui uma córrego ou rio morto, uma praia imprópria para banho ou uma extensão um buraco em alguma montanha pra retirar minério.

É fato que as pessoas ficaram cada vez mais bem informadas. E por isso eles irão jogar muito sujo. Sou super aberto a mudar de opinião e quebrar paradigmas, sempre. Só que ao invés de acreditar em tudo que dizem em um jornal conservador – que protege os grandes bilionários – prefiro as mídias alternativas, produtores de conteúdo sme rabo preso.

Se você é empresário, não se iluda achando que essas grandes mídias estão falando por você enquanto oprimem a classe trabalhadora. Mais vale investir tempo e dinheiro com veículos como NextFlix e Spotfy pra ter acesso à conteúdos de qualidade, daqueles que beneficiam startups, pequenos negócios, a economia criativa, a arte e cultura que realmente é a cara do brasileiro, e não apenas do 1% que eles querem nos vender.

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Nós, brasileiros, não somos os mais corruptos

Demorei pra começar a pensar sobre isso, e até pra acreditar nisso. Porém, alguns fatos me fizeram refletir sobre essa realidade. É muito implícito, quase que imperceptível para um mero mortal comum que só lê títulos de notícias. Mas existe sim uma ordem mundial que vende o Brasil como um País corrupto, violento e “creepy” internacionalmente. E aceitar isso como realidade, calado, é diminuir a si mesmo como brasileiro.

A estratégia de vender o Brasil dessa forma é a mesma utilizada com outros países/regiões: o oriente médio como uma zona de conflito, perigosa e Terrorista, a Asia como poluída, suja porém produtiva e a Africa, tirando a do Sul, como um continente onde as pessoas passam fome e vivem na miséria.

Será que isso é verdade?

Basta conversar com pessoas destes países e regiões para descobrir que não. Que tem muita coisa boa acontecendo por lá que a grande mídia internacional ignora completamente.

Ao assistir vários noticiários (Fox News, CNN, ABC, etc) aqui nos Estados Unidos, comecei a reparar que, quando abordam a corrupção, eles sempre começam pelo Brasil. O último foi muito óbvio: fizeram uma reportagem sobre as companias petrolíferas e os apresentadores começaram fazendo piadas sobre a Petrobras. Bam! Foram mais de 10 minutos falando sobre o problema e apenas 1 minuto com pequenas menções sobre as gigantes: como a Exxon Mobil, Pemex, Chevron, etc (que possuem casos bem piores do que a Petrobras).

O ponto desta ordem midiática é: melhor destruir a imagem de outro País lá fora, falando sobre a corrupção alheia, do que falar da corrupção interna, dos BILHÕES que as grandes empresas lucram em cima de trabalho escravo, da guerra não televisionada, ocultando mortes de civis (mulheres e crianças) em outros países e, inclusive, do próprio povo que sofre com a violência dentro dos Estados Unidos.

Não é preciso de muito tempo morando fora pra perceber que a corrupção não é exclusiva dos brasileiros. No último sábado, por exemplo, fui no cinema. Ao chegar 15 minutos antes do filme, já haviam várias pessoas “segurando lugares” pros amigos que estavam atrasados. Achei injusto, por ter chegado cedo pra garantir um bom lugar pra sentar e mesmo assim não consegui, porque bolsas, casacos e vários cara de pau seguravam os lugares dos amiguinhos atrasados.

Nos últimos dois anos, tive experiências aqui com pessoas que deram aquele “jeitinho” de ser corrupto, sem ao menos serem brasileiros: uma empresa X americana contratou, através de uma empresa laranja, diversas pessoas para um evento e desapareceu do mapa, sem pagar ninguém (incluindo a mim). Um cara não me devolveu o depósito do quarto que aluguei no ano passado até hoje. Outro, comprou atestado pra poder tirar licença. Gente (americanos) roubando lençóis do hotel pra levar pra nova casa alugada. E sim, aqui as pessoas dirigem embriagadas também. Vejo gente chegando mais tarde e saindo mais cedo do meu trabalho todos os dias, mas recebendo o mesmo daqueles que trabalham as 8 horas diárias. Eu fico puto.

Fora os escândalos de políticos daqui dos EUA envolvidos em corrupção que ninguém anuncia, apenas os pequenos jornais e portais online – que fica por isso. Não sobra espaço pra falar mal deles mesmos, saca?

O pior de tudo isso é que querem vender o “Brasil corrupto” para os próprios brasileiros, através de parcerias com a mídia local. E muitos estão comprando. Não preciso falar os nomes dos veículos aqui pra não acharem que isso seja uma coisa “direita X esquerda”, mas sim uma estratégia deste inimigo invisível contra TODOS NÓS, como brasileiros.

Eu não vou tolerar nenhuma piada idiota por ser brasileiro. Faço questão de conversar e explicar o que acontece. Eu não tenho vergonha de ser brasileiro, pelo contrário: tenho orgulho e sou muito grato por poder representar o que temos de melhor do Brasil para o mundo: com a alegria, o carisma, o trabalho duro e tudo aquilo que temos de bom.

Qual seria a saída para mudarmos esse cenário? Simples: ser o exemplo, parar de assistir esses canais da grande mídia, preferir jornais alternativos, investigar os fatos antes de passar vegonha no Facebook por postar qualquer mentira e fiocar nas boas notícias que valorizam as soluções para um futuro melhor.

Nessa guerra da informação, cair nessas armadilhas midiáticas é o mesmo que morrer em vida. É perder a batalha e, o pior: se render como um soldado deles. Por isso fica aqui esse ponto de vista pra quem tá querendo uma pontinha de esperança para que esse 2017 seja um pouco melhor. Já passou da hora de nos unirmos contra esses gigantes bilionários que estão saqueando o Brasil e o mundo.

De novo: o inimigo é invisível.

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