O que aprendi no ultimo mês sem assistir os noticiários

Este último mês sem assistir noticiários – como já faço ha um bom tempo – foi excelente pra aprender coisas novas. E depois de tantos momentos de descoberta, senti necessidade de compartilhar o que aprendi aqui com vocês.

Aproveitei a chegada do inverno e o fim do semestre na escola pra colocar algumas séries em dia, estudar sobre assuntos que já estava com a pulga atrás da orelha e acabei encontrando coisas fantásticas!

Desde que publiquei o último post sobre abandonar os noticiários, tive algumas conversas e recebi comentários dizendo que não devemos ficar desinformados – como se assistir a TV ou ler um dos grandes jornais fosse obrigatório pra ter conhecimento de mundo – . Talvez eu não tenha me expressado muito bem, se é pra não dizer que você não me entendeu.

Deixar de ver os notíciários não é ficar desinformado. Muito pelo contrário: você acaba ganhando tempo para se informar de outras maneiras, já que a informação por si só não é aquela disponível em um canal da grande mídia.

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Pra simplificar: o texto no fraco do xampu é informação. O letreiro do ônibus contém informação. Existe uma infinidade de formatos e veículos onde podemos encontrar informação.

O tempo que poderia ter gasto na frente da TV, aproveitei pra desligá-la (todas as manhãs), ligando música, conversando com pessoas, anotando coisas interessantes no bloco de notas e pegando mais informação pela internet em canais como: o Facebook, Twitter, Netflix, Pocket, YouTube e e-mail.

Não é fácil. Além de focar naquilo que é preciso/quer estudar, precisamos desviar das notícias sensacionalistas em cima de desastres o tempo todo na minha timeline. É preciso tomar cuidado pra não cair nessa amardilha das notícias ruins.

As pessoas morrem o tempo todo, os políticos roubam o tempo todo. É natural abrir uma notícia ruim e se sensibilizar. Mas na real, não se resolve nada falando sobre iss. Sempre vai ter um tiroteio, sempre vai ter um crime, sempre vai ter coisa ruim. Já sabemos disso.

É claro que não podemos viver omissos à realidade, mas já basta sermos violentados nas ruas, ao andar sobre o risco de algo ruim acontecer. Pra quê se violentar dentro de casa assistindo essas coisas o tempo todo?

As pessoas ficam tão vridadas em uma tragédia, que esquecem de sorrir. Vivem de luto durante o ano inteiro, como se o mundo estivesse acabando. Parece que a esperança do meteoro é unânime entre os meus amigos.

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O que me motiva na internet, é quando recebo conteúdos que inspiram e geram insights para construir algo novo. É como um amigo disse: a informação só é boa quando ela tem alguma UTILIDADE.

PARA SEGUIR NO FACEBOOK

Dá prazer em aprender algo novo todo dia. E as possibilidades são maiores quando nós deixamos os notíciários de lado e passamos a seguir pessoas normais, menos críticas e mais criativas. Menos “eu” e mais “nós”. Empreendedores como o Bill Gates (na sua página no Facebook), o Mark Zuckerberg, (que mostrou nesse vídeo como é a vida com Jarvis, robô de Inteligência Artificial que ele programou), e o Dominic Barter, que desenvolve tecnologias sociais para promover o diálogo com justiça, com a Comunicação Não-Violenta (veja neste artigo o que é e como praticar).

Ao ser questionado sobre ser político, Bill Gates disse que não se candidataria para ser presidente porque ele consegue realizar muito mais para a sociedade sendo empresário do que sendo político.

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Foi engraçado, mas ao parar de seguir páginas de políticos e política, comecei a me deparar com conteúdos diferentes, de mentes brilhantes. Entre eles acabei por encontrar os textos do Victor Degasperi, que são de tocar o coração e a alma. A forma, o enredo, as palavras e o tom dos textos são de pura empatia. Não tem como não se identificar. Palmas, Victor! Eu casaria com você facilmente.

Outro projeto interessante que apareceu na minha timeline foi o Naked Boys Reading. Achei a iniciativa fenomenal por quebrar o tabu do corpo jovem homem superficial, ao colocá-lo em meio aos livros.

E por falar em corpo, um amigo redator criou uma página no Facebook chamada “Metido a Cronista”, e também já deu o que falar. São textos que vários amigos irão se identificar, inclusive homens gays brasileiros que já passaram por situações parecidas com as histórias que o João relata. Vale muito à pena seguir e cobrar nos comentários os nudes que ele prometeu quando lançou a página.

FILMES/DOCUMENTÁRIOS

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Fico feliz quando descubro uma série que não me deixa bodeado logo no primeiro episódio. Se você gosta de ciência e superpoderes, tem que assistir o Projeto Coelho Branco.

A série conta com 3 cientistas que fazem diversos testes pra descobrir como seria, na prática, ter um superpoder. E os resultados além de engraçados são, no mínimo, assustadores.

Dá pra se ter uma ideia do que o ser humano poderá usar como “arma” no futuro. As pessoam já têm acesso à essas tecnologias. O mais legal, é ver o processo de descoberta deles, ao realizar experimentos que já haviam sido revelados por outros cientisas no mundo, como a do Nikola Tesla.

Um dos caras conseguiu passar, pelo próprio corpo, um raio de energia acima de 1,000,000 volts sem morrer no experimento.

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O que fez me lembrar de uma instalação artística no Burning Man deste ano onde, durante a noite, duas torres Tesla de energia elétrica soltavam raios sem parar. Você pode assistir aqui pra ter uma noção da potência disso:  https://www.youtube.com/watch?v=-hIqQH_ka_4

Aproveitei pra finalizar MR Robot. A série que tem como persongaem um programador, que durante o dia trabalha para uma empresa de segurança online e, à noite, hackeia pessoas.

A história é sensacional, os personagens são excelentes e o enredo tem tudo a ver com a realidade que estamos passando hoje com os ciber attacks, o que deixa a série muito mais interessante. Se você curte programação, hackers, movimento anonymous e tecnologia, você tem que assistir Mr. Robot.

Falando em programação, decidi que em 2017 vou aprender a programar. Depois de tantas conversas, concordei que a programação é uma das linguagens básicas desse novo século e quem souber fazer, não irá apenas viver melhor, mas, em períodos de segurança e independênia tecnológica, sobreviver.

Descobri que não é preciso de um curso específico para aprender. Até porque existem diversas iniciativas que ensinam as pessoas as programarem. Uma delas é a Code.org (https://www.facebook.com/Code.org/), uma organização sem fins lucrativos dedicada na educação de programação pra sociedade. Vale a pena seguir.

Enfim, li alguns artigos que ajudam a entender a situação no oriente médio antes de sair por aí debatendo sobre o assunto. E um dos posts que clareou a situação na Síria, por exemplo, foi esse aqui no Facebook:
https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fphoto.php%3Ffbid%3D10154869470974886%26set%3Da.385035949885.163999.746874885%26type%3D3&width=500

Mas qual a efetividade de falar sobre a guerra? Nenhuma. Precisamos nos questionar: como mudar? Podemos começar apoiando financeiramente ou com o nosso tempo, organizações que precisam de ajuda. E além disso, a inovação e a criação de negócios sociais serão as melhores armas para abatermos o mal que está lá fora.

Além de tudo isso, sobrou tempo pra ler vários artigos bacanas que encontrei por aí e, e quando é muito bom, acabo compartilhando no Twitter. Segue aqui o Top Five:

https://twitter.com/gustavosanti/status/812050618940411904

https://twitter.com/gustavosanti/status/811969660358836224

https://twitter.com/gustavosanti/status/810873963308052481

https://twitter.com/gustavosanti/status/808828627877928961

https://twitter.com/gustavosanti/status/808026983347068929

 

Eu poderia colocar aqui os sites/páginas de jornalistas e canais de mídia onde acompanho as notícias sobre política/economia nacional e internacional. Mas como o objetivo é ficar um pouco longe desses tipos de notícia, até pra ganhar tempo, essa lista vai ficar pra outra hora, em outro post.

O intuito aqui é gerar reflexão sobre o quanto tempo nós ganhamos e o quanto nós aprendemos aos abandonar as notícias da grande mídia adotando práticas que nos levam a novos conteúdos e fontes de informação que tenham alguma UTILIDADE.

Então, sempre que você se deparar com alguma notícia ruim, pare e pense “qual a utilidade dessa notícia?”.

Espero que de alguma forma as pessoas entendam que, o consumo de “notícias” sem um filtro apropriado pode ser muito perigoso, tanta pra saúde mental quanto pra integridade de não apenas uma, mas várias nações.

E pra finalizar, um vídeo: porque as notícias “reais” podem ser mais perigosas do que as notícias falsas:

 

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Finthenow%2Fvideos%2F715615855255453%2F&show_text=0&width=560

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Coisas que você descobre quando abandona os noticiários

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Nas aulas de geografia, os professores falavam muito sobre política. Antes de prestar vestibular e fazer ENEM, acreditava que ler jornais era importante e, que ter consciência do que acontecia no mundo, me faria ser um cidadão melhor. Porém, se passaram quase 10 anos desde que decidi abandonar os noticiários e, hoje, a ideia de seguir jornais e revistas me parece um quanto absurda.

É difícil viver esse estilo de vida quando ainda existem milhões de pessoas presas nesse hábito de acreditar no que os jornais dizem. Mesmo em tempos de internet, ainda escuto de pessoas que, ao rebaterem um debate onde as opiniões são baseadas em noticiários, dizem que eu que sou o mal informado da história.

Para ser mais claro, estou falando da grande mídia. Canais de TV, Rádio e Jornal que sempre foram orquestrados pelas grandes corporações. As mesmas que continuam “informando” a população e que, agora, migraram para a internet com a mesma estratégia de sempre: manipular as pessoas.

Não estou aqui pra julgar o jornalismo, quem é bom ou ruim, mas para alertar como ele é feito. Existe uma grande diferença entre assistir uma reportagem de 5 minutos da Globo News, sobre o que acontece na guerra no oriente médio e ler um artigo de 5 mil caracteres onde explicam muito bem o que se passa por lá.

Certa vez, dividi quarto num hostel com um Israelita. Perguntei a ele, com um certo olhar de preocupação, como ele lidava com a guerra e violência por lá. Ele me respondeu com um sorriso de quem respondia novamente à mesma pergunta: de que Israel é um país lindo, cheio de lugares seguros pra se visitar, mas que a mídia só mostra os conflitos na região da Faixa de Gaza, único lugar onde existia a violência.

Nós teimamos em cultivar hábitos que facilitam a nossa vida. E consumir notícias “mastigadas” pela grande mídia é um deles, um hábito desastroso. Não só para o indivíduo que a lê, mas para toda a sociedade que consome e vive baseada nessas “notícias”.

O que descobri neste meio tempo, é que a vida fica muito mais leve quando dedicamos mais tempo para conteúdos que irão nos inspirar, nos informar, incentivar a construir, não ter medo e nos fazer aprender algo novo, todos os dias.

Vamos as contas? O Jornal Nacional têm em torno de 45 minutos (intercalado por comerciais) por dia. São 45 minutos X 6 dias por semana – já que no domingo exibem o Fantástico – o que totaliza 270 minutos por semana. 1080/m por mês. 12960/m por ano. Chegando a 216 HORAS anuais. São 9 dias da sua vida jogados no lixo.

Entendo que mudar de hábitos deve ser difícil. Assim como, agora, tenho deixado de seguir TODAS as páginas de política no meu Facebook. É doloroso, mas decidi que não irei gastar energia com isso. Portando, imagino o quão difícil deva ser para alguém que está acostumado a se informar pelos mesmos meios desde que se considera como gente.

Algumas coisas que você irá reparar se abandonar os noticiários por um mês:

1) Você se sente melhor

Um dos primeiros sintomas que você irá sentir a mudança será no seu humor. Enquanto diversas pessoas chegam no escritório com cara fechada ou com energia baixa pelos últimos “acontecimentos” na sociedade, você chegará todo feliz porque assistiu o último episódio de um documentário sobre o Cosmos ou da sua série favorita.

Não é à toa, que eles fazem de tudo, usando as mesmas estratégias, para disseminar sentimentos em massa. E enquanto isso, por trás de toda uma atmosfera de luto, de medo ou de alegria geral, líderes tomam decisões na calada da noite que, convenhamos, não irão comover uma população em êxtase por algo bom ou ruim.

A notícia em si não está interessada em criar uma amostra precisa. Eles selecionam aquilo que é 1) incomum, 2) terrível, e 3) provavelmente irá ser popular. Assim, a ideia de que você pode obter um sentido significativo do “estado do mundo”, observando as notícias, é absurda.

2) Você não estava conseguindo realizar nada assistindo as notícias

Se você perguntar a alguém o que eles realizam assistindo a notícia, você irá ouvir noções vagas como: “É o nosso dever cívico para ficar informado!” Ou “Eu preciso saber o que está acontecendo no mundo”, ou “Não podemos apenas ignorar estas questões”, sendo que nenhum dos quais respondem à pergunta.

“Ser informado” soa como uma realização, mas implica que qualquer informação fará isso. Você pode se tornar informado, por exemplo, lendo um horário de ônibus.

Um mês depois que você parou de acompanhar os noticiários, é difícil nomear qualquer coisa útil que tenha sido perdida. Torna-se claro que esses anos de observação de notícias não representam praticamente nada em termos de melhoria na sua qualidade de vida, conhecimento duradouro ou sua capacidade de ajudar os outros. E isso sem falar do custo de oportunidade. Imagine se você passou esse tempo aprendendo uma língua, ou lendo livros e ensaios sobre algumas das questões que eles mencionam nas notícias.

Mais vale gastar esse tempo precioso com realizações. Que seja um exercício, passar tempo com família, amigos ou estudar. Fazer uma pesquisa minuciosa e ir à fundo sobre algum assunto que realmente lhe interessa e terá impacto na sua vida. Somente assim, teremos realizado algo.

3) A maioria das conversas relacionadas a eventos atuais são apenas pessoas falando de coisas estúpidas

“Vai te ajudar a ter conteúdo pras conversas diárias!” até aí, não vi nenhuma realização. Com o tempo, fora dessas rodas de conversas onde os assuntos são os mesmos, você irá reparar o quão absurdo é gastar tempo com assuntos que são irrelevantes para a sua vida, para a sua comunidade e para sociedade com um todo.

Neste 10 anos, um dos programas no qual já havia abandonado desde a 3ªa edição, foi o Big Brother Brasil. Me lembro de, por volta de 2010 ou 2011, estar pesquisando conteúdos pra bolar um artigo sobre comportamento de consumo quando, abro e Facebook e vejo quase todo mundo falando sobre uma tal de Maria, que havia vencido o negócio. A minha reação foi postar “gente, quem é Maria?”

São tantas coisas boas que perdemos somente pelo fato de se sentir obrigado a assistir um programa ou um noticiário que todos assistem que, daria pra escrever um livro. No meu caso, dediquei muito deste tempo para artigos online, que foi de onde encontrei pessoas fantásticas onde, juntos, desenvolvemos conversas prazerosas sobre determinado assunto qualquer bem distante do que a grande mídia estava falando.

Depois de um mês sem acompanhar os noticiários, tenho certeza de que você irá ter a mesma sensação. Os assuntos serão outros…

4) Existem maneiras muito melhores de se manter “informado”

Todos nós queremos viver em um sociedade bem informada. Os noticiários informam sim as pessoas. Mas não acredito que informam bem.

Existem aos montes fontes de “informação”. A parte traseira da sua embalagem de shampoo contêm informação. Hoje há muito mais lá fora do que podemos absorver, então temos que escolher o que merece o nosso tempo. A notícia fornece informações em volume infinito, mas com profundidade muito limitada, e é claramente destinada a agitar-nos muito mais do que educar-nos.

Cada minuto gasto assistindo notícias é um minuto que você está indisponível para aprender sobre o mundo de outras maneiras. Os brasileiros provavelmente assistem a cem milhões de horas de cobertura de notícias todos os dias. Isso é um monte de livros não lidos, por outro lado.

Leia três livros sobre um tema e você sabe mais sobre ele do que 99% do mundo. Preste atenção nas notícias o dia inteiro, por anos, e você terá uma consciência distante, com a mesma opinião de todos aqueles que assistem os noticiários: rasa e superficial.

Se apenas nos preocupamos com a amplitude da informação, e não com a profundidade, não há muita distinção entre “ficar informado” e ficar desinformado.

Aproveite a internet. Existem ferramentas que possibilitam você montar o seu próprio “jornal” diário, pelo Twitter. Páginas no Facebook de jornalistas independentes, figuras públicas que não recebem dinheiro de grandes corporações. Livros que estão disponíveis, de graça, para download. Informação é o que não falta.

5) “Estar preocupado” nos faz sentir que estamos fazendo algo enquanto na real não estamos fazendo nada

Os noticiários geralmente são sobre a injustiça e a catástrofe, e naturalmente nós sentimos incomodados ignorando histórias em que os povos estão sendo feridos. Por mais superficiais que os noticiários de TV possam ser, os problemas relatados neles são (geralmente) reais. Muito mais real do que eles podem nunca parecer através de uma televisão. As pessoas estão sofrendo e morrendo, o tempo todo, e ignorar uma descrição de qualquer sofrimento, até mesmo uma descrição cínica e manipuladora, faz nos sentir culpados.

O mínimo que podemos fazer é não ignorar a notícia, pensamos. Então nós assistimos na TV, com olhos molhados e nós em nossas gargantas. Mas ficar neste nível de “preocupado” não está realmente ajudando ninguém, exceto, talvez, para aliviar a nossa própria culpa um pouco por ter ligado naquele canal ou ter aberto aquele vídeo no Facebook.

E eu me pergunto se há um tipo de “efeito de substituição” nesse processo. O senso de “pelo menos eu me importo” pode realmente nos impedir de fazer algo concreto para ajudar, porque assistindo com simpatia não precisamos enfrentar a realidade de que não estamos fazendo absolutamente nada a respeito.

Assistindo desastres acontecendo, mesmo enquanto não fazemos nada, nos sentimos compassivos do que desligar. A verdade é que a grande maioria de nós irá fornecer absolutamente nenhuma ajuda para as vítimas de quase todas as atrocidades que acontecem neste mundo, televisionado ou não. E isso é difícil de aceitar. Mas se pelo menos pudermos mostrar preocupação, mesmo para nós mesmos, não teremos absolutamente aceito isso. Podemos permanecer não envolvidos sem sentimos envolvidos.

Esta pode ser a maior razão que temos medo de desligar os noticiários. E pode ser a melhor razão para fazê-lo.

E você? Já abandonou os noticiários? O que você notou?

*Text adaptado e traduzido de David Cain

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É contra a violência mas assiste Walking Dead

Violência/vandalismo é o que os políticos estão fazendo com o povo. Por séculos…

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Também sou contra violência. Mas se alguém te agride, te bate, te coloca numa situação onde a sua vida corre perigo, você não irá reagir? Vai se permitir morrer só porque é contra a violência?

O instinto de sobrevivência nos faz contra-atacar e é necessário, sim. Quem derrubou o muro de Berlim? Com certeza não foram esses do discurso “contra a violência”.

Fogos de artifício dentro da FIESP é pouco comparado ao tanto que eles roubam da gente e por tantas mortes que presenciamos todos os dias. Pronto falei.

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Os 10 Princípios do Burning Man

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O que faz o Burning Man ser especial é sem dúvidas vivenciar os 10 Princípios da comunidade burn durante os 7 dias no meio do deserto de Black Rock.

Confira quais são e leve eles todos os dias com você. Afinal, esse é um dos objetivos da comunidade Burn, de espalhar o bem pros quatro cantos do mundo:

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1 – Auto Expressão Radical: Liberdade para ser você mesmo.

A auto expressão surge dos dons únicos de cada indivíduo. Ninguém mais além do indivíduo, ou de um grupo colaborando, pode determinar o seu conteúdo. E isso é oferecido como um presente para os outros. Neste espírito, quem oferece deve respeitar os direitos e liberdades de quem recebe.

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2 – Auto-suficiência | Auto Responsabilidade – você é responsável por você mesmo, mentalmente e fisicamente.

O Burning Man encoraja o indivíduo a descobrir, exercitar e confiar nos próprios recursos internos.

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3 – De-comoditização– esqueça do dinheiro – não tem nada para comprar

Para preservar o espírito de presentear, nossa comunidade procura criar ambientes sociais que não são mediados por patrocínios, transações ou publicidade. Buscamos substituir o consumo por experiências participativas.

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4 – Não Deixe Rastros: De pó ao pó, deixe apenas pegadas

Nossa comunidade respeita o meio ambiente. Temos o compromisso de não deixar nenhum vestígio físico das nossas atividades. Onde quer que nos reunamos, nós limpamos depois de nós mesmos e procuramos, sempre que possível, deixar tais lugares em melhor estado do que quando os encontramos

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5 – Participação: Se envolva. Burning Man é o que fazemos.

Nossa comunidade está empenhada em uma ética radicalmente participativa. Acreditamos que a transformações quer no indivíduo ou na sociedade, podem ocorrer apenas por intermédio de uma profundamente participação pessoal. Alcançamos o ser através do fazer. Todos estão convidados a trabalhar. Todo o mundo é convidado para participar. Nós fazemos o mundo real por meio de ações que abrem o coração.

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6 – Inclusão Radical: Todos são bem vindos.

Qualquer pessoa pode ser uma parte do Burning Man. Saudamos e respeitamos o desconhecido. Não existem pré-requisitos para a participação em nossa comunidade.

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7 – Presentear: Oferecemos o nosso tempo e esforço livremente.

Burning Man estimula atos de presentear. O valor de um presente é incondicional. Oferecer um presente não contempla um retorno ou uma troca por algo de igual valor.

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8 – Co-operação: Juntos somos mais fortes

Nossa comunidade valoriza cooperação criativa e colaboração. Nós nos esforçamos para produzir, promover e proteger as redes sociais, espaços públicos, obras de arte, e métodos de comunicação que apoiam tais interações.

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9 – Comunidade: Uma família de indivíduos, nós cuidamos uns dos outros.

Valorizamos a sociedade civil. Os membros da comunidade que organizam eventos devem assumir a responsabilidade de bem-estar público e se esforçar para comunicar responsabilidades cívicas para os participantes. Devem também assumir a responsabilidade para a realização de eventos de acordo com leis locais, estaduais e federais.

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10 – Imediatismo: Faça o agora valer / esteja aqui agora.

Experiência imediata é, em muitos aspectos, a característica mais importante em nossa cultura. Procuramos superar as barreiras que se interpõem entre nós e o reconhecimento do nosso eu interior, a realidade dos que nos rodeiam, a nossa participação na sociedade, e o contato com um mundo natural superior aos poderes humanos. Nenhuma ideia pode substituir esta experiência.


Curtiu? Criei uma página com algumas dicas para quem quiser ir. Confira aqui.

*Fotos por Sidney Erthal

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Empatia é tudo

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Lidar com pessoas exige uma capacidade básica que deixamos de lado pela influência do próprio ego: a empatia.

É fácil usar a hashtag #empatia. Mas na prática, é necessário respeito, tolerância e muita, muita paciência.

Quando você passa o dia lidando com pessoas, é natural entrar no automático e correr o risco de tratá-las como qualquer coisa. E nessa, acabar machucando alguém.

O pior é quando esse alguém é um cliente.

Hoje mesmo chegou um brasileiro, e a pessoa que deveria recepciona-lo bem, acabou criando um climão porque ele não falava inglês e mal entendia o espanhol vomitado por ela.

É uma superioridade sem tamanho de uma pessoa que trabalha em uma recepção.

A pessoa ficou puta, maltratou o brasileiro tentando gritar em espanhol rapidamente. E é claro que ele não entendeu.

A sorte, é que aqui existe uma iluminada – Argentina – que visitou o Brasil várias vezes e entendia o português. Salvou o nosso amigo brasileiro falando portunhol, lentamente.

Ela ajudou o cara, com paciência, e ele entendeu tudo.
Resultado: o cara vai ficar aqui uma semana.

Meu roommate, alemão e com uma serenidade sem tamanho, super de boa, recebeu dois chineses que chegaram no meio da noite na recepção, sem falarem nada de inglês.

O que ele fez? Convidou os asiáticos para irem junto com ele pro outro lado do balcão, na frente do computador, pra traduzir, no Google Translator, as informações que eles precisavam do chinês para o inglês.

É óbvio que o chineses ficaram felizes. Por mais que o atendimento não fosse 100% do que o desejado, eles perceberam o empenho daquele que se dispôs a se colocar no lugar do outro.

Não é gritando, humilhando, ou fechando a cara para uma pessoa que se resolve um problema.

Se a pessoa é um desafio no seu negócio, você tem que ser a solução.

Ninguém merece passar por xilique xenofóbico. Muito menos um cliente, que dá prejuízo pro próprio negócio onde se trabalha.

Além de ajudar o brasileiro hoje, a argentina recebeu um grupo de espanhóis. Eles vieram de uma universidade pra apresentar projetos de startups no vale do silício.

O grupo vai passar um mês aqui com a gente e será uma grande experiência no mínimo interessante.

#EmpatiaÉTudo

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Cansei. Desisti.

Ficar triste por algo que nem é seu, não é legal. Perder a esperança também não. Mesmo que o cenário político mundial não seja dos melhores, não vale a pena gastar energia ao entrar em debates desnecessários.

Tenho voltado mais atenção para os estudos, leitura e, se for pra falar sobre política, que seja numa boa conversa olho no olho com alguém que tenha a cabeça aberta.

Essa coisa online é desgastante. É um grande desafio quando você abre o Facebook e lê uns comentários que te dão vontade de vomitar. Dá um trem dentro da gente.

É preciso segurar os dedos pra não começar uma discussão online. O que é um desperdício de energia sendo que, na sua maioria, dificilmente vai ter um fim onde os dois lados chegam num acordo.

As pessoas são diferentes, vivem realidades diferentes e só irão mudar por si só. Não adianta querer impor o seu ponto de vista, mostrar dados, utilizar bons argumentos, fontes e “notícias”.

As pessoas só mudam de opinião se elas forem lá e enxergarem com os próprios olhos, sentirem com as próprias mãos. Porque a realidade no mundo pode ter sempre dois lados pra quem os vivencia.

O que aprendi é que não podemos mudar uma pessoa, mas podemos mudar a forma como nos relacionamos com ela. Isso nós podemos!

Aprendi que, se você não vive em comunidade, você não pode querer interferir na vida de outras pessoas que você nem conhece.

É como morar em um condomínio e votar “não” pra construção de uma rampa de acesso sem conhecer o seu vizinho idoso ou cadeirante.

Já passou a era em que ler um jornal te faz sábio. Isso é conhecimento explícito. É uma coisa que “todo mundo” sabe, que faz parte do status-quo da sociedade.

Diferente do conhecimento tácito, que é mais valioso, onde o indivíduo adquire ao longo da vida pelas experiências que ele passa na sua existência. É ago difícil de explicar. É quando você vai lá e vive aquela realidade que o “jornal” não consegue repassar pra sociedade.

Abraçar as pessoas, tocar na pele e ter um contato vida a vida com o mundo é tão importante quanto ler um jornal para ter uma visão de mundo. Nem que seja na sua igreja, na sua comunidade, na sua casa.

É preciso conversar olho no olho. É preciso se colocar no lugar do outro.

Um dia, um comissário de bordo me falou, empinando o queixo “conheço o Brasil do Oiapoque ao Chuí e sei do quê ele precisa!”. Desviei a discussão sobre política na hora. Olhei pra ele fazendo um gesto de respeito com a cabeça – elevando o seu ego e soberania – mas pensando “Então tá bom, viado”.

Eu também conheço o Brasil do Oiapoque ao Chui e nunca me gabei por isso. Tive a oportunidade de trabalhar muito perto de pequenos empresários das periferias aos grandes centros urbanos do Norte, Sul, Centro e Nordeste (Recife, te amo!).

E nem foi esse empreendedorismo de palco onde muitos vão lá só pra fazer uma palestra e turismo nessas cidades. Pude ter o contato trabalhando com essas pessoas lado a lado.

Peguei avião, busão, barco e até mototaxi para estar com pequenos empresários nas mais diversas quebradas deste País. E me lembro muito bem quando tive que levantar o capacete e mostrar o meu rosto ao entrar em uma das comunidades de João Pessoa, porque quem manda lá, é o tráfico armado.

É triste escutar de alguém que só frequenta hotéis cinco estrelas e restaurantes caros dizer que sabe o que o nosso Brasil precisa.

Mas é possível ignorar, não gastar energia com isso e, ao invés de querer vencer um debate, ser a mudança que este mundo precisa.

Depois de passar por um momento de tristeza com a política, eu decidi viver. Viver mais tempo fora do mundo online. Garantir ao menos um “bom dia”, um sorriso sincero, para o maior número de pessoas por dia, mesmo que muitas delas não respondam ou pensem que você é louco.

Nos últimos tempos, aprendi que não vale a pena ficar triste, chorar e perder a esperança com tanta notícia ruim. Porque a vida é muito curta pra gastar tempo discutindo e deletando pessoas que tenham opiniões diferentes da nossa.

É preciso respeitar, não baixar o nível. É preciso aceitar as diferenças dos mundos paralelos.

Sinto que essa guerra mundial da informação vai continuar por um bom tempo. Por isso desito. Cessar-fogo! Não debato mais. Só compartilho coisas boas, e ponto.

Inclusão radical é aceitar o desconhecido, onde todos são bem vindos. Desde que se prevaleça o respeito, sem insultos, de ambos os lados.

Em tempos de ódio a melhor arma é o amor.

Dá até saudades de quando o voto era secreto. A vida fica mais leve quando nós passamos a atuar, dia após dia, para SER algo ao invés de querer TER razão sobre tudo.

Vida que segue 🙂

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A “crise” que inventaram pra você

To all my friends: I’ve been living with people around my age from many countries and all of them are complaining about the conditions that we have to pass through nowadays to survive (pay the bills, housing and education) and now I’m sure that: this “Crisis” is International and designed to be like this. As someone wins (much), most lose. Don’t believe in what the traditional media says about your country.
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Para todos os meus amigos: tenho morado com pessoas da minha idade de diversos países e todos eles estão reclamando sobre as condições que nós temos que passar nesses dias para sobreviver (pagar as contas, aluguel e educação) e estou certo que: essa “Crise” é internacional e programada para ser assim. Enquanto alguém ganha (muito), a maioria perde. Não acredite no que a mídia tradicional diz sobre o seu país.
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A todos mis amigos: en el último año he vivido con gente de mi edad de varios países y que están quejándose de las condiciones que tenemos para pasar estos días para sobrevivir (pagar facturas, renta y educación) y estoy seguro: esta “crisis” es internacional con la intención de ser de esta manera. En cuanto alguien gana (mucho), la mayoría pierde. No crea lo que los medios domimantes dice acerca de su país.
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我所有的朋友:我一直生活在我这个年纪的人们来自许多国家和所有的人都在抱怨,我们必须通过时下生存(支付账单,住房和教育),现在我的条件确认:这个“危机”是国际和设计是这样的。该赢的人(很多),大多数输。不要相信什么传统媒体说,关于你的国家。

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SOU A FAVOR – Precisamos ir além

Precisamos fortalecer o discurso do SOU A FAVOR. Ser do contra, é desperdiçar tempo com quem não merece, fornecendo mais energia para que fiquem fortes. Precisamos apoiar projetos, pessoas e ideias que acreditamos, com entusiasmo, alegria e com mensagens de amor.

sentimentos atracao

Já ouviu falar na lei de causa e efeito? Na lei da atração? Então… quanto mais nós dizemos “não” para algo, mesmo que negando alguma coisa, o universo sempre irá corresponder com aquilo que estamos pensando.

Por exemplo: se eu sempre reclamar de uma fila, no futuro, será fila que sempre irei encontrar no meu caminho.

Se eu sempre reclamar de alguém que me irrita, essa pessoa irá aparecer mais e mais vezes na minha vida.

Se eu sempre reclamar da chuva no meu caminho, o universo irá sempre me colocar em situações onde a chuva estará lá, me acompanhando, como se tivesse uma nuvem sobre a minha cabeça.

Aprendi com os meus próprios erros. Quantos mais reclamei de algo, por mais louco que seja, este algo foi potencializado e foi o que mais tive nos meus dias.

Parei com isso há algum tempo e passei a ser grato.

Grato por um dia de sol. Grato por um sorriso, por uma companhia gostosa, pela minhas amizades, pela saúde, pela comida, pelo alto estado de vida, por poder respirar…. E adivinhem? Foi o que o universo me deu em troca: mais dias de sol, mais pessoas incríveis, mais condições para saborear novos sabores, novos lugares e novas experiências prazerosas.

Com o tempo, as pessoas que te irritavam desaparecem. E pessoas que te fazem bem marcam mais presença do que as pessoas que te incomodam.

Até porque o ódio, o ressentimento e a mágoa, é um veneno que você toma pensando que o outro irá morrer.

Então vamos investir nossos pensamentos, palavras e ações em coisas positivas. Porque a energia do amor é milhões de vezes mais forte do que as mensagens de ódio.

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I survived to tell my story. My friend didn’t.

“Good morning for who is a morning person!” this is how Ale use to wake me up, by WhatsApp “My friend, make me a black coffee,  I am coming to your house right now”.

It is difficult to forget the contagious happiness of Ale. He was very dear to all that knew him. Humble, funny and with a big heart. He was the kind of person that did not care about material objects, fancy brands or ephemeral things. He knew that the most valuable thing in this world was contact with people, the companionship of friends and family.

ale-justica

Alexandre Santiago, 32 years old, was brutally murdered in March 2016 between the night of Friday (4) and Saturday morning (5) in Florianopolis, Brazil. His body was found in the vicinity of a rowing club at the head of the Colombo Salles Bridge, naked and with his legs and hands tied. There were many signs of violence. Police suspected that this was a homophobic crime.

Alexander lived in the English neighborhood, Northern Island, and worked a steady job for an airline. The forensic experts who collected his body found several punctures made with a knife or pocket knife and a broken skull, probably resulting from a beating.

Flight attendant found dead the head of the Colombo Salles Bridge

While the events that preceded my friend’s murder did not involve a fight – of which there is CCTV proof – the brutality of his killing would be shocking under any circumstances. The police’s bogus claims of homelessness or involvement with drug trafficking aside, the manner in which a passive, loving man was killed in cold blood should hurt us all as human beings.

Ale was openly gay among his acquaintances, while discreet and not effeminate publicly. Nonetheless, being out of the closest at all in Brazil represents a serious risk to life.

ale-girassolWhen the Sun illuminates your home”

I spent two days thinking about his death. From the first minute I woke up until bedtime. So I decided to write this post to raise awareness of this case and a disturbing amount of others like it that take place in Brazil.

Having previously thought of moving to Florianopolis myself, I was clearly naïve in thinking that the city is better than other areas at tackling violence. After these events, my desire to return to anywhere in Brazil has been cancelled out by fear.

I spent years trying to deal with an attack that I suffered in the stairwell between the Frei Caneca Street and Avanhandava Streets in São Paulo in mid 2012. It was a Saturday night, returning by Frei Caneca Street (one considered popular with the gay community), wearing black skinny pants and a tight black shirt when a boy placed me in a headlock  and told me to “be quiet.”

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He could have stolen my cellphone. But he just wanted to immobilize me.

When I looked to the left, there was a group of 5 guys on the grass outside the stairs, between about 18 and 22 years old. Then they started running towards me.

I knew that they would catch me, as another boy, also gay, was brutally beaten and thrown down the same stairs just days ago. My first reaction, after realizing that the guy holding me was unarmed, was to deliver a blow to his stomach and with all my strength, pull my body down the stairs to try to get out.

There was nobody around at the time of the attack, either up or down the street. I cried loudly to get attention anyway, all the while taking punches and kicks all over my body.

My luck was that upon escaping and arriving at Avanhandava street, where I lived at the time, a police car appeared just when the boys ran after me. It took me a split second to yell to the police and point to the boys, after which I immediately ran away in fear of my face being remembered and for revenge attacks to then be able to take place.

Upon arriving home, three friends visited me to give support. I was trying to pretend that everything was fine and to remain strong. But in fact, in the years following the attack, I lived with a fear of walking alone on the streets and would rather always be with someone, take the bus or ride a taxi, even if the journey was just 20 minutes walking distance from my home to Paulista Avenue.

The problem was when I tried to file a police report at the 4th Police Department of Consolação, the delegate implied that it was a street fight, disregarding the significance of the case. If I wanted to make a formal complaint, I was told that i should first go to the hospital to take Tort Corps (a forensic examination).

And so the feeling of insecurity in fact worsened after going to the police station to ask for help. It proved that the Military Police of São Paulo, homophobic and without empathy is completely unprepared to deal with these cases.

In other words, instead of recording at least basic details of an attack, the police neglect people in a traumatizing moment when they are alone, making it impossible to record such cases and to prevent future occurrences. This can be fatal, as it was with Alexandre.

ale-daimokuAle: “You are one of the best people in my life!
You are incredibly brave.”
Gus: “You’re beautiful! You also have a special place here, ok? Our daimoku (mediation) was essential today. Thank you for inspiring me :)”
Ale: “Really was!!!” 
“It was my best daimoku ever!”
Gus: “haha the last ones was the best. Rest well and we will see each other soon :)”

The death of my friend just the weekend after this exchange made me reflect a lot. The feeling of insecurity returned to all aspects of my life; a paranoia about everything and everyone who knows about my sexual configuration. It made me worry for people like us, for young people and for children who are being bullied, as well as for the future of Brazil and the world itself as a whole. Even here in San Francisco, my current home and the gay capital of the world, unfortunately homophobic crimes still take place.

We need to say ENOUGH. Enough! People cannot be demeaned – as Alexandre was in this disgusting report suggesting that he was homeless and that this somewhat excused his murder – and the issue of hatred must be tackled in schools in order to prevent its root cause: prejudice.

We read reports of people who suffer from these attacks every day, yet we never have empathy enough to feel their and their loved ones’ pain. When death knocks on your door to take the people you love – destroying your dreams and hopes for the future – it is too late to show remorse for your past ignorance and intolerance. Regardless of a person being different from you, your family or those you chose to share your life with, they are an equal, cherished by others just the same, something that as a global society we must remember.

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Ale: “Saturday Class”
Gus: “Nice!”
Ale “Bud, i am missing spending the afternoons with you a lot. To drink a coffee. To meditate.”

I urge the media – unlike RBS in this abhorrent article – to pressure authorities to get more information about the case of Alexandre and the Civil Police pull up its sleeves and to perform thorough and professional investigations in the interests not only of the life of my friend, but all gays, lesbians, transvestites and transsexuals living in constant fear of being victimized.

Nothing, indeed nothing will ease the pain we are feeling now with the absence of Alexandre, yet justice and respect is the least he deserves.

*Translated by John Mumby

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Foi preciso desconectar para conectar

Depois de ficar quase uma semana sem celular (6 dias, para ser mais exato) comecei a pensar sobre o tempo que  desperdiçamos com uma tecnologia que, na verdade, deveria nos ajudar.

nomofobia-sem-celular-por-uma-semana

Em uma das reuniões daqui no Vale do Silício ouvi dizer que a tecnologia não é criada para deixar as pessoas mais preguiçosas, mas sim, deixar a vida delas mais aproveitável (“not lazy, but, enjoyable”). E isso faz o total sentido.

Deixar de ir ao banco pra pagar um conta com o leitor de código de barras do seu celular vai permitir que você tenha mais tempo pra praticar esportes. Sacou?

O uso abusivo do smartphone, com o tempo, pode se transformar em uma doença que é chamada de Nomofobia. Você acorda, vai ao banheiro, trabalha, transita, come e dorme com o maldito aparelho praticamente colado ao seu corpo.

Desde que me mudei pra cá tenho investido em estudar inglês e ficar, aos poucos, cada vez mais distante do Facebook, Instagram, WhatsApp e outros apps que utilizamos com frequência no Brasil. E isso me ajudou muito a focar nos estudos aqui. Mas não foi o suficiente.

Há uma semana atrás, quando estava entrando no elevador segurando livros e cadernos na mão, deixei o meu celular cair entre o vão com a porta, em uma queda de 5 andares. Foi o suficiente para espatifar a tela e me fazer esperar um dia pro técnico abrir o poço do elevador que já têm mais de 100 anos.

No primeiro momento me senti preocupado, porque precisava conversar com várias pessoas daqui sobre trabalho e estudos. Mas depois que me comuniquei com eles por Facebook e e-mail (pelo computador) fiquei beeeeem mais tranquilo.

A única coisa que me fez muita falta foi o uso do Soundcloud e do Digitally Imported. Ambos aplicativos que uso todos os dias pra garantir a música no café da manhã pros hóspedes do hotel em que trabalho.

Fora isso. Me senti livre! Como é bom viver sem ver esses posts de ódio político na timeline do Facebook. Sem mensagens sem nexo no WhatsApp. Sem ficar rolando, uma timeline sem fim, do Instagram.

Então comecei a reparar nos mais diversos hábitos que havia perdido por conta do uso desenfreado do maldito smartphone. Entre eles:

  • Deixar de usar o relógio de pulso;
  • Usar o celular como desculpa para desviar o olhar de um desconhecido – que poderia ser o seu futuro marido/esposa;
  • Deixar de usar o iPod (esse que me salvou nestes dias todos com música boa :))
  • Comer apreciando de verdade a comida – como em alguns países onde o momento da refeição é “sagrado”;
  • Observar o sol, as nuvens, os pássaros, as estrelas e o meio ambiente como um todo – uma coisa simples, mas que se você comparar o tempo que gasta olhando para uma tela de celular com o tempo que se dedica para observar o ecossistema onde vive, vai perceber que a sua planta, o seu jardim, vale muito mais do que o post do Fulano no Feice;
  • Leitura: sabe quando vc está tão cansado na cama que deixa o celular cair na sua própria cara? Que tal fazer isso com um livro? Pois então: ficar sem celular me ajudou a terminar de ler o livro sobre o Bernie Sanders (Outsider in the White House) rapidamente;
  • Comprar com dinheiro: percebi que na fila do caixa do supermercado algumas pessoas pagam com o celular (Apple Pay, etc) e cartão de crédito. Mas a menor fila disponível era a fila pra pagar com dinheiro. Parece que agora é mais conveniente usar as antigas notas de papel;
  • Conversar com mais pessoas: definitivamente, estar rodeado de pessoas interessantes é uma oportunidade gigantesca para conversar e trocar experiências. Só que ter o celular na mão me fazia perder a vez de conhecer uma nova história, todos os dias;
  • Estudar: na escola, a única coisa que senti falta foi do dicionário (dictionary.com) que me ajuda todos os dias a expandir o vocabulário daqui. Fora isso, o aprendizado nestes dias foi sem dúvidas muito maior, com mais atenção e dedicação total para as atividades em classe.

Hoje configurei o novo iPhone. A Apple costuma reciclar iPhones quebrados e o cliente paga um preço bem mais baixo por um aparelho novo em troca do aparelho quebrado. Já instalei os aplicativos básicos de conversa mas confesso que não estou nada a fim de perder o meu tempo com um aparelho que deve facilitar a nossa vida e não atrapalhar.

Valeu para o aprendizado e espero que, com o tempo, as pessoas se toquem de quão deselegante é pegar o celular na mão em uma reunião de trabalho, um encontro, um jantar ou uma simples conversa com um amigo. E nesta semana sem ele eu posso dizer: é completamente desnecessário.

Desconectar para conectar – do online pro offline, agora tudo faz mais sentido 🙂

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