Fui no mercado pra comprar cerveja e a caixa, uma jovem morena meio europeia meio latina, pediu a minha identidade. Ela leu meu nome e perguntou em português, num sotaque familiar: “você é brasileiro?” abrindo um sorriso encantador. Respondi que sim, retribuindo o sorriso. “Você também?” Ela: “Não. Sou mexicana. Mas já morei lá por dois anos”.”Seu português é muito bom. Achei que vc fosse. Parabéns”
O papo desenrolou com ela me contando da saudade que sente do nosso povo, e que vai voltar em julho pra ficar. “Eu adoro a música brasileira. A arte, a cultura, as praias, é uma coisa sem igual. E não encontro essa alegria de vocês em outros lugares. Talvez seja o clima, não é?”
O papo tava super bom até outro cliente chegar e eu me despedir, quase esquecendo as compras no caixa – encantado.
Voltei pedalando e pensando como nós, brasileiros, nos diminuímos. Compramos as crises de cachorro vira-lata e perdemos tempo com as críticas, com aquilo que nos separa. Sendo que é uma coisa ruim entre outras 500 coisas boas que nos unem. A alegria, o trabalho, a música, as artes, a nossa terra, a nossa comida… é preciso escutar outro de fora elogiando o seu país pra começar a dar valor. Espero que essa sujeira toda que apareceu se abaixe, que os vilões percam o mais rápido possível e que comecemos a focar no positivo, juntos. Temos tanta coisa boa que carregamos dentro da gente que às vezes nos esquecemos disso.
Há mais de um ano, em março de 2016, havia decidido que não gastaria mais energia discutindo sobre política ou acompanhando noticiários do que acontecia no cenário político ou social – no Brasil e no mundo. Como eu trabalhava part-time na cozinha, foi fácil tomar essa decisão. A única preocupação, era manter a televisão ligada (para os clientes que estavam a comer) no canal da previsão do tempo, em um documentário do Netflix ou em alguma playlist musical.
Parte deste processo se deu em dar unfollow (sem descurtir) todas as páginas dos políticos que seguia, dos canais que abordavam o assunto e abrir espaço para que outros conteúdos aparecessem nos meus aplicativos de leitura. E nos 10 meses que se passaram, essas ações foram excelentes pra manter a mente sã, me exercitar, conhecer pessoas do mundo inteiro e poder focar as energias naquilo que realmente precisava: estudar inglês, espanhol e negócios no Vale do Silício.
Só que neste ano, janeiro de 2017, comecei a trabalhar para o Facebook. E ao voltar a lidar com as notícias diariamente, me senti novamente conectado aos assuntos que tentei ficar longe. Entre eles, o da política. E por mais que você queira, é praticamente impossível não se tocar com o que acontece no cenário político mundial.
Trabalhar com comunicação no Brasil, pode ser muito divertido e gerar um conhecimento rico no decorrer do dia. Uma vez ouvi da minha ex chefe, quando trabalhávamos para a revista Veja, que: “O bom de trabalhar com conteúdo é que se aprende algo novo, todos os dias”.
Diagnóstico: quase surtando
Nos últimos cinco meses deste ano, além de conhecer pessoas incríveis, mergulhar no universo de uma empresa cheia de coisas bacanas, pude me aprofundar na pesquisa, análise de conteúdo e entender como notícias influenciam o sentimento da sociedade. E foi possível perceber que, além das técnicas sombrias de produção de conteúdo que muitos jornalistas usam, qual é o lado que mais mente no intuito de controlar as multidões. No expectro político e social, se usam táticas maquiavélicas para ganhar cliques, impressões de páginas e a atenção dos leitores/expectadores.
Não estou aqui para julgar partidos, nem esquerda x direita, até porque preciso manter o meu posicionamento neutro no âmbito profissional, sendo que ambos os lados usam esssas táticas para atacar uns aos outros. Mas, para quem lida com isso todos os dias, fica evidente quem são as organizações que mais manipulam informações acompanhadas do discurso de ódio, que chegam mastigadas para o consumidor final.
Há um mês atrás, me encontrei novamente deprimido. Descobri que era quase impossível conversar sobre assuntos extremamente delicados sobre política com meus amigos, família e alguns colegas de trabalho no Brasil que seguem a grande mídia, sem sentir uma tristeza por ver como muitos estão contaminados pelo sentimento do discruso de ódio. Hoje, me sinto um peixe fora d’água, por pensar diferente da maioria.
Foi quando me peguei comprando uma cerveja, logo depois de um dia estressante como esses, e me perguntei: “o que estou fazendo?”. Não faz sentido beber no meio da semana só para afogar as mágoas. E me lembrei da depressão que sobrevivi aos 27. Lembrar doinferno foi um sinal, para que eu cuidasse de mim. É mais importante cuidar da nossa saúde física e mental, e deixar de lado essa vontade de querer salvar o mundo avisando as pessoas sobre o que acontece do outro lado da tela de um computador, no caso, das notícias.
Há algumas semanas atrás, assisti uma palestra que me marcou bastante. O palestrante, ex-ativista e sociólogo, disse “minha vida mudou quando deixei de ser ativista para me tornar fazedor”.
E essa é a mais pura verdade: nós não mudamos a opinião de uma outra pessoa por um debate. É praticamente impossível rebater uma ideia de alguem que já tenha a opinião bem formada sobre algo. A única forma de fazer com que uma pessoa transforme, é proporcionando experiências onde, pela empatia, ela possa mudar de ideia.
Por isso, nada melhor do que compartilhar algumas atividades que, de fato, estão me ajudando no dia a dia a sobreviver, com saúde mental e física, a essa guerra midiática:
Evitar os debates: Essa é, sem dúvida, a tarefa mais desafiadora. Afinal, é muito difícil escutar ou ler alguém escrevendo uma grande besteira e ver várias pessoas concordando com tal absurdo. Os dedos coçam pra escrever. Mas a cada fechada de página e mudança de assunto, o sentimento de vitória é muito maior do que a energia gasta em um debate que provavelmente não irá te levar a lugar algum.
Ler livros
As mídias sociais podem ser sim uma boa fonte de informacão. Mas jamais devemos substituir os livros, artigos técnicos e estudos mais aprofundados por um título de notícia. Além de aprender algo com mais consistência, as chances de se prender à uma história, à um livro e ficar longe das notícias ruins são bem maiores e, o conhecimento, é uma coisa que ninguém te tira.
Praticar exercícios
Tem dia que fico irritado. Títulos sensacionalistas, matérias mentirosas e tanto conteúdo sem valor social positivo que o que sobra na cabeça, é a raiva. Só que, a raiva, o rancor e o ódio, é um veneno que a gente toma pensando que o outro irá morrer. Por isso, deixo pra descontar toda essa energia acumulada nas corridas, pedaladas, na piscina e num treino bem puxado na academia. Dá um prazer gigantesco, um alivio sem tamanho e fica mais fácil pra esvaziar a mente no final do dia.
Meditar
Ok. Nos últimos anos parece que Yoga e meditação se transformaram atividades da moda, como o crossfit e o cupcake. Mas é uma prática milenar e pode ajudar muito aqueles que são inquietos, como eu. Pude ir em alguns templos, como fazia o Steve Jobs, mas não deixo de meditar – todos os dias, na minha casa. Existem vários tipos e maneiras de praticar meditação, só que é como a academia: só irá dar resultados se for praticada diariamente. E é excelente pra “resetar” a mente e focar nos pensamentos positivos.
*comecei um grupo de meditação dentro da empresa pros meus colegas que enfrentam os mesmos desafios. Está sendo incrível.
Observar a alimentação
Descontar na comida é um grande erro. Ainda mais quando se tem uma cozinha cheia de besteira ao seu alcance. Por isso, tenho tomado muito cuidado com a alimentação. Tenho garrafas d’água espalhadas em todos os lugares: no escritório, na mochila, no quarta, na cozinha. Também tenho evitado alimentos industrializados, pão, farinha, açúcar, sal e temperos artificiais. Carne, só quando alguem pede e não tenho como ser radical. Deixo pra estrapolar no final de semana, bebendo com amigos ou num restaurante em uma ocasião especial. De resto, muita água, frutas, verduras, legumes e cereais – como o ser humano fazia antigamente.
Social – estar com pessoas Por último e tão importante quanto estar só, é preciso estar junto. Depois que me mudei do Brasil, passei por algumas situações de ataques xenofóbicos. Vindo de pessoas que – pasmem – acompanham essas notícias. E temer a este sentimento de medo, insegurança, faz com que nos isolemos, pra evitar que algo aconteça na rua. Mas isso não é bom, e não é verdade. É preciso sair de casa, ir ao encontro das pessoas. Dos amigos, dos colegas de trabalho, da escola. Estar rodeado de pessoas do bem é essencial para manter o alto estado de vida. E isso é algo que não podemos abrir mão.
Por fim, se você tem a oportunidade de ficar longe dos noticiários: faça. Afinal, qual é o significado de se manter informado? Consumir conteúdos travestidos de “notícia”? Hoje em dia, confiar em certos canais, pode ser um ato suicida quando se tem um mundo de possibilidades e canais diferentes para aprender coisas relevantes para a sua própria vida.
“Questione a autoridade. Nenhuma ideia é verdadeira só porqure alguém disse, inclusive eu. Pense por si mesmo. Questione-se. Não acredite em nada só porque você quer. Acreditar em algo não faz com que seja verdade. Teste ideias pela prova obtida através da experiência.” Neil deGrasse Tyson
The problem is when you’re a teen and have to live an oppressive life at home, constantly in fear. Dealing with violence, sexual abuse, repression or parents with alcohol/drug problems is not easy. Without support, these kids basically have no choice. Been in the street instead commit a suicide is an option. And for those LGBTQ kids, a path to survive. It’s a reality even bigger, in a conservative culture where parents do not accept their gay children because of its religion beliefs.
Valor, Exame, O Globo, InfoMoney, Estadão e muitas outras mídias de massa brasileiras são consideradas conservadoras. São instrumentos que servem para manter o sistema que está em atividade nas sociedades no mundo todo. Por isso se chama conservador – para se conservar. Porém, já sabemos que o sistema de hoje, do capitalismo selvagem, não funciona 100% no Brasil.
Enquanto nos Estado Unidos funcionou muito bem por muitos anos, fazendo com que o “sonho americano” fosse possível, o Brasil seguiu a linha de uma maneira torta, começando pela sua exploração e chegando em pleno século XXI pra virar o celeiro do mundo e quintal dos EUA.
Empresas estrangeiras deitam e rolam em cima da população brasileira, em todos os sentidos, com a blindagem da grande mídia internacional em parceria com a mídia conservadora local.
É importante que tenhamos consciência de que os jornais mais acessados do Brasil e do mundo ditam as regras do jogo e controlam indiretamente a população, o movimento das massas e, indiretamente, o mercado financeiro. Não é preciso pensar muito para descobrir que o modelo de negócios dos jornais e canais de televisão é sustentado pelo patrocínio de grandes empresas.
Hoje, no ápice da produção de mentiras falsas, vale tudo para conquistar a confiança da população. Vale levar um jovem pra Harvard, Stanford, e criar profissionais em cada área pra se justificar um movimento em prol dos grandes (economistas, médicos, edvogados, juízes). Mas é preciso saber que estas pessoas estão do lado dos grandes e não do povo.
É neste cenário onde várias “personalidades” atuam em prol de si e contra a população que precisamos atuar, mais do que nunca, ponderando as informações que são divulgadas por estes meios de comunicação – e meios alternativos também. Não precisamos ser necessariamente radicais ao ponto de não ler e ignorar estes canais da velha mídia. Podemos simplesmente abrir mais espaço, tempo e dedicação para novas mídias.
Para que tenhamos uma mudança – para a melhor – é extremamente necessário se questionar, não acreditar em tudo como verdade absoluta, porque pode ser – na maioria das vezes – que a história vendida por eles seja uma cilada.
É assim no mundo inteiro. Eles manipulam informações e orquestram o mercado. O ponto que devemos discutir é: o que queremos para o nosso futuro? Perseguir o sonho de ser um dos ricos, cada vez mais ricos (em sua maioria em cima de uma população cada vez mais pobre), ou algo com mais igualdade e riqueza em abundância pra todos?
Eu prefiro a segunda. Uma sociedade mais educada e com prosperidade diminui a violência e aumenta as suas riquezas. É melhorando a base que a pirâmide fica forte o suficiente até pra estrutura do rico.
Mas parece que para eles, os bilionários, fica difícil enxergar o sofrimento de quem está na rua. Talvez seja por apenas usarem seus helicópteros, trafegando pelos céus e utilizando aeroportos de fazenda – que deveriam ser das cidades. Talvez seja porque eles tenham funcionários para tudo e não precisam nem sair na rua pra jogar o lixo.
Existe uma ilusão sobre aquele que possui carro ser uma pessoa de sucesso no Brasil. Se você usar transporte público, você é pobre. Dizer que você vai para o trabalho de ônibus mexe com o ego das pessoas. E as que são direcionadas pelo ego, são as que ignoram completamente o esforço daqueles que lutam por um transporte coletivo de qualidade, mesmo que tendo um carro na garagem.
A mídia vende padrões o tempo inteiro para manter o sistema – por isso é conservadora. Para se ter sucesso, mesmo que você seja pobre, é preciso ter roupas de marca, viajar para lugares que estão na moda, ouvir músicas das paradas, consumir arte como se fosse comida, com direito a foto no instagram. E o povo compra.
Já as mídias alternativas e a tecnologia chegaram com tudo e estão abalando esse esquema centenário da mídia tradicional. Basta olhar para os últimos dez anos, o que não existia em 2006:
Este novos modelos seviram como plataforma de tecnologia para que a mídia conservadora entrasse com tudo e se estabelecese entre os conteúdos gerados pela própria população.
Eles usaram Blogs, Twitter, Facebook, YouTube e tudo para continuarem na sua estratégia vendendo mentiras pra controlar a sociedade. Porem, foi preciso chegar no fundo do poço para que alguns CEOs dessas empresas começassem a pensar no impacto de uma mídia conservadora utilizando as suas plataformas.
O Facebook e o Google já anunciaram os seus esforços em cima das notícias falsas e discurso de ódio. E isso já é um grande passo para combater aqueles que, durante anos, utilizaram uma estratégia suja pra constrolar a população.
Empresas laranjas, trabalho escravo, importação de mão de obra barata, concessão de obras para empresas de amigos e família e guerra contra o “terrorismo” e o “tráfico”. Tudo isso vai ficando cada vez mais difícil de esconder. A lista é grande e mal se fala nisso nas mídias tradicionais. Eles preferem colocar os holofotes nos políticos, pra ofuscar o que acontece por trás dos bastidores.
Fora os desastres ambientais que estes jornais ignoram. Toda grande cidade no Brasil, do norte ao sul do País, possui uma córrego ou rio morto, uma praia imprópria para banho ou uma extensão um buraco em alguma montanha pra retirar minério.
É fato que as pessoas ficaram cada vez mais bem informadas. E por isso eles irão jogar muito sujo. Sou super aberto a mudar de opinião e quebrar paradigmas, sempre. Só que ao invés de acreditar em tudo que dizem em um jornal conservador – que protege os grandes bilionários – prefiro as mídias alternativas, produtores de conteúdo sme rabo preso.
Se você é empresário, não se iluda achando que essas grandes mídias estão falando por você enquanto oprimem a classe trabalhadora. Mais vale investir tempo e dinheiro com veículos como NextFlix e Spotfy pra ter acesso à conteúdos de qualidade, daqueles que beneficiam startups, pequenos negócios, a economia criativa, a arte e cultura que realmente é a cara do brasileiro, e não apenas do 1% que eles querem nos vender.
Demorei pra começar a pensar sobre isso, e até pra acreditar nisso. Porém, alguns fatos me fizeram refletir sobre essa realidade. É muito implícito, quase que imperceptível para um mero mortal comum que só lê títulos de notícias. Mas existe sim uma ordem mundial que vende o Brasil como um País corrupto, violento e “creepy” internacionalmente. E aceitar isso como realidade, calado, é diminuir a si mesmo como brasileiro.
A estratégia de vender o Brasil dessa forma é a mesma utilizada com outros países/regiões: o oriente médio como uma zona de conflito, perigosa e Terrorista, a Asia como poluída, suja porém produtiva e a Africa, tirando a do Sul, como um continente onde as pessoas passam fome e vivem na miséria.
Será que isso é verdade?
Basta conversar com pessoas destes países e regiões para descobrir que não. Que tem muita coisa boa acontecendo por lá que a grande mídia internacional ignora completamente.
Ao assistir vários noticiários (Fox News, CNN, ABC, etc) aqui nos Estados Unidos, comecei a reparar que, quando abordam a corrupção, eles sempre começam pelo Brasil. O último foi muito óbvio: fizeram uma reportagem sobre as companias petrolíferas e os apresentadores começaram fazendo piadas sobre a Petrobras. Bam! Foram mais de 10 minutos falando sobre o problema e apenas 1 minuto com pequenas menções sobre as gigantes: como a Exxon Mobil, Pemex, Chevron, etc (que possuem casos bem piores do que a Petrobras).
O ponto desta ordem midiática é: melhor destruir a imagem de outro País lá fora, falando sobre a corrupção alheia, do que falar da corrupção interna, dos BILHÕES que as grandes empresas lucram em cima de trabalho escravo, da guerra não televisionada, ocultando mortes de civis (mulheres e crianças) em outros países e, inclusive, do próprio povo que sofre com a violência dentro dos Estados Unidos.
Não é preciso de muito tempo morando fora pra perceber que a corrupção não é exclusiva dos brasileiros. No último sábado, por exemplo, fui no cinema. Ao chegar 15 minutos antes do filme, já haviam várias pessoas “segurando lugares” pros amigos que estavam atrasados. Achei injusto, por ter chegado cedo pra garantir um bom lugar pra sentar e mesmo assim não consegui, porque bolsas, casacos e vários cara de pau seguravam os lugares dos amiguinhos atrasados.
Nos últimos dois anos, tive experiências aqui com pessoas que deram aquele “jeitinho” de ser corrupto, sem ao menos serem brasileiros: uma empresa X americana contratou, através de uma empresa laranja, diversas pessoas para um evento e desapareceu do mapa, sem pagar ninguém (incluindo a mim). Um cara não me devolveu o depósito do quarto que aluguei no ano passado até hoje. Outro, comprou atestado pra poder tirar licença. Gente (americanos) roubando lençóis do hotel pra levar pra nova casa alugada. E sim, aqui as pessoas dirigem embriagadas também. Vejo gente chegando mais tarde e saindo mais cedo do meu trabalho todos os dias, mas recebendo o mesmo daqueles que trabalham as 8 horas diárias. Eu fico puto.
Fora os escândalos de políticos daqui dos EUA envolvidos em corrupção que ninguém anuncia, apenas os pequenos jornais e portais online – que fica por isso. Não sobra espaço pra falar mal deles mesmos, saca?
O pior de tudo isso é que querem vender o “Brasil corrupto” para os próprios brasileiros, através de parcerias com a mídia local. E muitos estão comprando. Não preciso falar os nomes dos veículos aqui pra não acharem que isso seja uma coisa “direita X esquerda”, mas sim uma estratégia deste inimigo invisível contra TODOS NÓS, como brasileiros.
Eu não vou tolerar nenhuma piada idiota por ser brasileiro. Faço questão de conversar e explicar o que acontece. Eu não tenho vergonha de ser brasileiro, pelo contrário: tenho orgulho e sou muito grato por poder representar o que temos de melhor do Brasil para o mundo: com a alegria, o carisma, o trabalho duro e tudo aquilo que temos de bom.
Qual seria a saída para mudarmos esse cenário? Simples: ser o exemplo, parar de assistir esses canais da grande mídia, preferir jornais alternativos, investigar os fatos antes de passar vegonha no Facebook por postar qualquer mentira e fiocar nas boas notícias que valorizam as soluções para um futuro melhor.
Nessa guerra da informação, cair nessas armadilhas midiáticas é o mesmo que morrer em vida. É perder a batalha e, o pior: se render como um soldado deles. Por isso fica aqui esse ponto de vista pra quem tá querendo uma pontinha de esperança para que esse 2017 seja um pouco melhor. Já passou da hora de nos unirmos contra esses gigantes bilionários que estão saqueando o Brasil e o mundo.
[We’ve been copping a bit of flak recently in some online comments, for being crusty old vets who are overly negative on Burning Man, compared to the dewy-eyed Virgins and wannabes. Not true – at Burners.Me, we all love Burning Man, that’s why we write about it. Loving Burning Man is not the same as loving the company that owns and operates it, this party is unique in that it is created by the audience, not the ticket-sellers. This isn’t a marriage – we’re free to criticize any aspect of the party or BMOrg we don’t like. You are too, and you’re free to disagree with us. As eloquently as you choose. “Freedom of Speach”, as Burner Crystal aka Nezgod calls it. Anyway, in the face of all this criticism against us for too much negativity, Burners.Me is happy to bring you this guest post from Whatsblem the Pro…]
Há um tempo tenho incentivado amigos que enfrentam o desafio de aprender uma segunda língua. No caso, o inglês. Até porque eu mesmo continuo estudando, errando e aprendendo, mesmo me considerando “fluente”.
Quando falei para algumas pessoas no Brasil, que era importante estudar outra língua, ouvi que não precisavam disso porque “são orgulhosos de serem brasileiros”. Ora pois, aprender uma outra língua não fará de você menos brasileiro – muito pelo contrário.
Poderia escrever um post inteiro só com benefícios de se falar – também – o inglês. Mas entre os maiores deles, estão: para a sua vida profissional, para a sua vida acadêmica e para mudar a sua visão de mundo.
Fora do Brasil, tive a oportunidade de morar em um co-living. Um prédio hotel/hostel que hospedava estudantes, estagiários e pessoas em transição que paravam ali, do mundo inteiro. Quando nos reuníamos, percebi que jovens de diversas nacionalidades falavam muito bem o inglês, enquanto nós, brasileiros, não falávamos tão bem – o que não nos impedia de socializar daquele jeitinho que só nós sabemos.
Já vi vários alunos acreditando que, conseguindo o diploma no final do curso, já teriam atingido o seu objetivo final. Mas isso é uma grande mentira que criamos para nós mesmos porque o diploma não irá falar por você.
Presenciei vários alunos que chegavam atrasados, faltavam, não faziam a lição de casa. Queriam apenas assinar a lista de presença. Falavam as suas línguas nativas com os amigos nas aulas e, pra completar, queriam copiar a minha lição de casa antes que a professora visse os seus cadernos. Pode? O que me deixou bem irritado e me motivou a escrever isso aqui.
Não importa a escola, o curso ou o intercâmbio que você faz. Nem o quanto você paga, se ganha certificado ou não. O que importa, na real, é a sua DECISÃO de adotar o inglês como segunda língua – pra vida toda. Somente assim nós criamos hábitos diários que irão fazer o nível de inglês decolar como nunca.
Falar inglês não deve ser tratado como obrigado, mas como direito.
Conheço várias pessoas que nunca fizeram curso e aprenderam o inglês sozinhos, na cara e na coragem. Não é uma coisa que se “deixa pra amanhã”, pra “quando sobrar tempo” ou “quando tiver dinheiro”. Quem quer, mesmo sem escola, tempo e dinheiro, vai lá e aprende. Ponto.
Então segue aí alguns hábitos que adotei no meu dia-a-dia que me ajudam muito no aprendizado e tenho certeza de que irão ajudar vocês também:
TENHA UM CADERNO DE INGLÊS
Vários estudos comprovam que o exercício corporal potencializa o aprendizado. Falar é bem diferente de escrever com papel e caneta. Ao escrever textos em inglês, você fará um esforço físico, com o seu braço, suas mãos e músculos do seu corpo, e o teu cérebro irá reagir: gravando as palavras, regras e expressões com mais intensidade. Portanto, escreva! Tenha sempre duas canetas na sua mochila/bolsa pra nunca deixar alguma anotação importante passar batida.
ADOTE UM SITE ESTRANGEIRO
Não importa o tipo. Que seja um site de notícias internacionais, esportes, ciência, tecnologia, política… Escolha um do seu interesse. Coloque o site nos favoritos do seu navegador e, todo dia que você abrir o seu computador, ao invés de abrir o Facebook, vai lá no site que você favoritou e escolha um artigo/notícia pra ler – todos os dias.
Social Networking, Social Media, News, Web, Technology, Web 2.0, Tech, Information, Blog, Facebook, YouTube, Google
LEIA UM TEXTO COMPLETO
Vivemos um mundo caótico porque as pessoas não leem. E No Brasil, a situação é ainda pior. São pouquíssimas pessoas que leem livros e textos inteiros. Muitos acreditam e se baseiam apenas em títulos de notícias. Imagine em inglês? Dá uma preguiça danada! É muito difícil ler um texto onde não se entende muita coisa. A vontade de desistir é muito grande – eu sei. Mas esse é o barato do jogo: escolha um texto e enfrente ele como um desafio, não como uma atividade exaustiva e entediante. Vá anotando as palavras que você não entendeu. Depois continue até o final, pra reforçar as palavras que você já tinha visto antes. Pegue 3 PALAVRAS por dia. Só 3 é o suficiente para o seu cérebro assemelhar e gravá-las com mais força. – escreva a tradução das palavras 3 vezes. Repita. Construa frases com essas 3 palavras. Pronto. Você aprendeu 3 palavras hoje.
Coloque o botão do Google Translator na sua barra de favitorios
ASSISTA FILMES COM LEGENDAS EM INGLÊS
Além de se divertir e acompanhar seriados, é uma excelente maneira de aprender como se pronunciar e praticar também. Por mais que você não entenda nada do que eles estejam falando, continue. Não desista. Você irá aprender ao menos 3 expressões novas que irão ficar na sua cabeça e, em outro filme, livro ou texto, teu cérebro irá captar com mais facilidade. E o processo só melhora quando você transforma isso num hábito.
Minha série favorita: Stranger Things
FALE – MEXA A SUA BOCA
Se você estiver assistindo um filme ou seriado sozinho, não tenha vergonha de repetir as palavras que eles falam, MOVENDO OS LÁBIOS. Você se lembra de como o cérebro assemelha quando nós fazemos exercícios, com esforço? Então. Não será diferente movendo os músculos da sua face – principalmente a sua língua. Aproveite que o Google translator oferece a opção de escutar o áudio de uma palavra e repita, em voz alta. Seja aquele louco que fala sozinho na rua – mas aprende.
APRENDA UMA LETRA DE MÚSICA POR SEMANA Demorei muitos anos pra gostar de música americana, ainda mais pop music. Uma das coisas que os gringos admiram de nós brasileiros, é que valorizamos muito a nossa cultura. O que é ótimo! Mas vale a pena também encontrar um tempinho pra escutar música em inglês. Você pode escolher entre os seus ritmos favoritos. Porem, sugiro que escolha pop music por dois motivos: por serem mais fáceis de cantar – pelos refrões e velocidade – e porque vai tocar em oda baladinha/festinha que você for no futuro.
Aproveite também o tempo que você gasta no trânsito, seja de carro, ônibus, metrô, trem… Se não estiver dirigindo, melhor ainda! Existe um aplicativo que você pode ver a letra da música em tempo real. Ele vai te ajudar a aprender várias letras de músicas: MusiXMatch
QUANDO VIAJAR, FIQUE EM HOSTEIS
Depois que tive a minha primeira experiência em hostel no Brasil, sem ao menos viajar pra fora do País, decidi que toda vez que viajasse pra fora de São Paulo ficaria em um. O primeiro que fiquei foi o Che Largarto em Ipanema, no Rio de Janeiro. A experiência foi tão bacana, que ao conversar com os gringos (que entenderam perfeitamente que estava tentando falar inglês) tive a oportunidade de ser corrigido e botar pra fora tudo aquilo que tinha estudado. Além de conhecer pessoas do mundo inteiro, o hostel é um excelente lugar pra praticar inglês sem ao menos sair do próprio país.
Hostel Che Lagarto, em Ipanema, Rio
SITES PARA ESTUDAR INGLÊS – DE GRAÇA Existem milhares de sites gratuitos na internet para aprender inglês. Mas ficar com vários é o mesmo que não ficar com nenhum. É preciso de foco. Por isso decidi escolher apenas um para fazer as etapas do curso online, o que me ajudou muito no processo gramatical. O site que adotei foi o Learning English da BBC UK. Mas entre outros, também indico Learning do New York Times e o Learning English do Voa News. Se você não consegue ir para um escola de inglês por “N” motivos, agora não tem desculpa. Basta ter disciplina e dedicar 1 hora por dia nesses sites.
APLICATIVOS PARA APRENDER INGLÊS O smartphone é um aparelho fantástico, mas é preciso saber usá-lo. Se deixarmos, as mídias sociais como Facebook, Instagram, Twitter e WhatsApp consomem grande parte do nosso dia por puro vício e no final: você não aprendeu nada a não ser bisbilhotar a vida dos outros. É preciso botar o celular pra trabalhar PRA VOCÊ: aprender inglês no aparelho por ser divertido, só que é preciso criar o habito de abrir os aplicativos certos todos os dias. Segue os que eu mais uso no meu:
Google Translator – irá te ajudar a traduzir aquela palavra rápida do inglês > português ou português > inglês Dictionary.com – um dicionário incrível que irá te dar o significado das palavras em inglês, com exemplos e sinônimos. Ao explorar cada palavra, você entra em uma viagem de aprender uma atrás da outra. Duolingo – é um aplicativo 100% gratuito que ensina várias línguas. Além de aprender, você acumula pontos e vê quais amigos também estão “jogando” o game das aulas diárias. Simples e super divertido.
VIAJE – A MELHOR MANEIRA DE APRENDER INGLÊS MAIS RÁPIDO Viajar pra fora do País é um grande desafio, ainda mais quando você está sozinho. Mas sem dúvida é a melhor maneira de aprender. Passar um mês fora, sendo obrigado a falar outra língua pra sobreviver, vai te garantir um aprendizado muito maior do que fazendo um curso 6 meses, 2 vezes por semana. Além da imersão cultural, você terá uma imersão na língua estrangeira. O problema de nós brasileiros é que vivemos uma cultura baseada no medo de ser criticado – porque crescemos criticando mais do que fazendo. Por isso, não tenha medo de falar errado. Errar faz parte do processo. E o gringos, diferentes de outros brasileiros, terão prazer em te ajudar, te escutar e entender o que você quer falar.
Dia desses recebi um vídeo no WhatsApp dessa brasileira que foi pra Londres pela primeira vez. Apesar dos erros, misturando português e inglês, ela mandou muito bem pela coragem de gravar o vídeo. E isso faz parte do processo de aprendizado. Afinal, a sua língua nativa sempre será a melhor, mas aprender outra língua é um processo, que só funciona quando você ADOTA uma segunda língua, fazendo com que ela faça parte da sua vida, todos os dias.
Espero que este post ajude quem esteja precisando daquela dose de motivação. Aprender inglês é que nem ir academia: é preciso ir todos os dias senão não tem resultado.
*Gostou? Tem alguma dica? Deixe nos comentários! **Quer ter uma experiência inesquecível morando fora pra estudar e trabalhar? Conheça o Adelaide School, na Califórnia.
“Logo logo você se forma”, “Daqui a pouco você arruma um emprego na área”, “Em breve você vai comprar o seu carro”, “Logo mais você será um profissional bem sucedido”, “Olha só, já dá pra comprar a sua casinha!”, “Relaxa que em breve vai poder viajar pra Paris”, “não desista que o seu amor está te esperando”, “Já pensou em ter filhos?”.
Parece que alguns “amigos” nunca estão felizes com as suas conquistas. Querem que pensemos que sempre falta algo, que o sucesso está distante, sempre “lá na frente” e não no agora, na situação atual.
Só que, o que é sinônimo de sucesso pra você, kirida, não é sucesso pros outros não. Tá faltando alegria nessa vida pra parar de gongar as pessoas. Vá molhar uma planta, fazer um elogio pra alguém. Vá transar. Vá ser feliz. Isso é ter sucesso.
Lembre-se disso todos os dias, todas as horas:
Ao invés de ser do contra, que tal ser a favor de algo/alguém?
Ao invés de falar somente do problema, que tal trazer uma solução?
Precisamos sair dessa onda negativa de dar força pro inimigo, para aquilo que nos incomoda.
Quanto mais reclamamos de uma pessoa/situação, mais fortes elas ficam. Isso é fato.
Acabamos direcionando atenção praquilo que é ruim – sem ter consciência disso.
E esse comportamento nos tira da frequência, da 5a dimensão.
O lance é passar a gastar energia com o que é bom – com a solução.
Entramos nesse ciclo vicioso do pessimismo facilmente, de negação da realidade e das pessoas, achando que “negar” e “empurrar” o outro é o mesmo que se “libertar”. Mas na real, essa energia da negação é entendida pelo universo como “Ok, GIVE ME MORE!” atraindo mais daquilo que sentimos, pensamos e falamos – mesmo que seja ruim.
Reclamou da fila: sempre terá uma maior esperando por você.
Falou mal do seu vizinho – sempre vai ter um vizinho assim, mesmo que se mude de lugar.
Encara o trânsito como uma experiência exaustiva? Vai ficar cada vez pior.
Precisamos elogiar mais, contemplar os momentos (mesmo que difíceis) e compartilhar boas experiências.
É claro que não é uma tarefa fácil. Todos nós temos realidades diferentes e cada um vive a sua sina. Tem dias que ficamos tristes e precisamos desabafar, tomar um porre e até mesmo chorar. É natural comentar com um amigo ou familiar sobre o fulano pé no saco, daquele colega de trabalho que te tira do sério. É preciso colocar isso pra fora pra purificar de alguma maneira. Mas o segredo está em quanto TEMPO e ENERGIA direcionamos pra isso.
Conheço pessoas que passam a vida INTEIRA reclamando, negando a si a aos outros e vivendo a mesma situação nas mais diversas áreas da vida. E é isso que chamamos de CARMA.
Gente, isso é física quântica. Não é misticismo, bruxaria. É causa e efeito. É ciência. Tá aí! Só que não conseguimos enxergar. É como o sinal do celular, que melhora quando mudamos de posição, do rádio ao sintonizar uma frequência ou do GPS que nos guia conectado aos satélites. Você não vê a energia passando pelos aparelhos, pelo ar, pelos polos. Não entende como elas se conectam. Mas sabe que funciona – e usa todos os dias.
Ano passado fiz uma observação que foi a abertura dos olhos: puder presenciar essa energia funcionando entre seres humanos, na minha frente, com pessoas que vivem numa energia super densa passando entre dois pontos de transmissão separados nos mesmo ambiente: caixa de som e celular. A música, que transitava entre os dois dispositivos, parava de tocar por alguns segundos quando um corpo denso (de energia) “bloqueava” o sinal… mesmo que dezenas de outras pessoas passassem nos mesmo ponto sem que isso acontecesse.
Nós, seres humanos, não somos apenas proteínas e carboidratos. Carregamos uma energia poderosa dentro de nós e fazemos parte deste corpo chamado Terra, como amebas ambulantes, seres eretos que funcionam como antenas naturais, em total conexão com o meio ambiente. E isso é incrível porque atraímos coisas e situações o tempo inteiro.
Nesse sentido, é melhor parar AGORA de reclamar que você está sem dinheiro, de falar daquele seu chefe chato, daquela cliente perua, daquele boy galinha ou de político corrupto. Porque o que vai acontecer, na real, é que esse tipo de gente estará cada vez mais presente na nossa vida.
E se pensarmos numa escala maior, de carma coletivo, é isso que “eles” querem. Nós empurrar goela abaixo desastres, tragédias, crime, medo.
Então: CHEGA! Hora de focar naquilo que é positivo.
Quais líderes vc apoia? Quem são as pessoas que te servem de exemplo? Que te inspiram? Que te levam pra frente?
Ao invés de reclamar, de fazer fofoca e falar mal dos outros, quantas pessoas você elogia por dia? De verdade? Daquele tipo de elogio que sai do seu coração?
Não com falsidade, barganha e nem sempre pelas aparências. Mas sim um elogio verdadeiro, algo como “admiro o que você faz” ou “muito grato pela sua ajuda, vc foi fantástico” ou “concordo com você”. Mesmo que seja um sorriso, uma risada ou um olhar sincero. As crianças e os cachorros são provas vivas desse potencial, porque elas VIVEM na 5a dimensão, em total frequência com o universo. O problema é que elas/nós crescemos sendo podados, com vários “nãos” e moldados pra se desconectar, pra abandonar os nossos sonhos e ser aquilo que a gente não quer ser.
A vida é muito curta pra ficar gastando energia com o que não queremos. Com situações que nos consomem e com pessoas que não irão mudar pela sua crítica.
Ter a consciência deste poder que existe dentro de nós é um direito que todo ser humano deveria aprender logo cedo. A história conta muito bem como isso foi escondido por milhares de anos, por autoridades, governos e líderes religiosos. Foi tudo muito bem planejado. Só que agora é tarde demais pra eles: a Era da informação dá abertura pra era de Aquário, que está no seu início e esse processo de empoderar as pessoas está só começando.
Bora fazer parte deste movimento?
Desligue a TV, abandone os noticiários mentirosos e as pessoas pessimistas. Comece essa revolução dentro de vc e me conte daqui a três meses quais foram os resultados depois de ter virado esta “chave” na sua mente. Eu sei que todos têm esse potencial.
Vamos mudar o mundo? O primeiro passo está em olhar pra dentro, observar a mente a todo instante pra poder enxergar (e sentir) o mundo de uma outra forma
Dias desses uma garota que estudou comigo no colégio publicou aqui uma foto de uma bunda, dentro do transporte público, criticando o formato do corpo da outra mulher e dizendo que ela não podia usar uma calça legging. É óbvio que deletei essa garota daqui, porque intolerância e desrespeito é uma coisa que não faz parte do meu círculo de amizades. Aproveitei as 2 horas que peguei de trânsito ontem pra fazer aquela faxina no Facebook. A liberdade para ser você mesmo é uma coisa que não tem preço. Ainda procuro palavras pra descrever o que sinto. É um mix de sensações como: entusiasmo, alegria, ansiedade do bem e um carinho muito grande pelas pessoas que fazem parte do meu dia a dia. É isso que estou vivendo nesses últimos dias. 2017 não será um ano fácil. Já sabemos que não podemos depender dos nossos governantes. E nesse cenário todo de incertezas, vejo uma grande oportunidade de mudança. De revolução humana mesmo. De um mundo mais aberto, mais colaborativo, mais conectado. Chegou a hora de quebrar paradigmas, de se desconstruir para se construir novamente. Viver a sua própria vida, sem amarras, ser líder de si mesmo, de realizar coisas extraordinárias mesmo sendo apenas mais um no meio da multidão. Fomos tão influenciados pelas gerações passadas que vivemos parte de nossas vidas seguindo padrões, tentando alcançar objetivos que foram traçados pelos outros e não por nós mesmos. Visualizamos modelos de sucesso impostos pela nossa família, pelos nossos amigos e pela sociedade como um todo. Criamos metas, trabalhamos, estudamos e corremos atrás para ser, ter e fazer o que os outros querem. Só que isso é um grande erro. O ser humano não foi projetado para ser o que o outros querem. Qual é o preço de agradar aos outros e se desagradar? Angústia, depressão, um câncer que te corrói de dentro pra fora? Definitivamente, o que importa neste momento é fazer aquilo que se gosta. E para isso, é preciso ter coragem. Ousadia para largar tudo, quebrar tabus e ir em busca daquilo que o seu coração deseja. Tomar essa decisão me fez um bem danado, ao mesmo tempo em que me trouxe muitas críticas. Levei muitos “nãos”. Ouvi que não seria mais uma pessoa “de sucesso” por ter largado a minha carreira. E a melhor estratégia, na real, é ignorar esse tipo de gente. Vejo algumas pessoas postando selfies no Instagram quase todos os dias, só que com um sorriso forçado e com um olhar de tristeza. Os olhos não brilham. Deve ser muito chato mentir para si mesmo para se sentir aceito pelos outros, vestir roupas de marca ou fazer check in em lugares caros para provar uma coisa que você não é. Por muita boa sorte, tenho uma família maravilhosa, amigos sensacionais e tive a oportunidade de sempre trabalhar com pessoas talentosas, em todos os trabalhos que já fiz: de telemarketing até sendo empresário. Quando se tem humildade, você não tem vergonha de limpar um banheiro ou de dar uma palestra para 300 pessoas, em inglês. Existe um penhasco profundo que divide aquele que é direcionado pelo ego e aquele que é direcionado pelo coração. Os direcionados pelo coração, pela minha vivência, vivem cheios de oportunidades, de alegrias e não têm tempo ruim. Enquanto os direcionados pelo ego, dificilmente se amam e enfrentam dificuldades para amar os outros. São esses os que começam guerras, nem que sejam aquelas em copos-d’água. E mesmo escutando tanta bosta dos outros, não desisti. Sempre me lembrava do segredo de não deixar os outros brocharem os meus sonhos, o meu desejo de seguir em frente, naquilo que eu acreditava ser bom pra mim. Quem faz boas causas, recebe os seus efeitos: e as suas oportunidades. Quem não gonga os outros com a inveja, mas sim, ilumina a vida das pessoas, também é iluminado. E vivendo nessa frequência, é preciso preservar, mesmo enfrentando o egoísmo – até de si mesmo – , pra ser resiliente. Aceitar desafios, usar as suas capacidades individuais e desenvolver habilidades novas é o que vai te garantir mais conhecimento para o seu “eu”. E conhecimento, meus amigos, é uma coisa que NINGUÉM pode te tirar. Neste meio tempo descobri que eu não seria o que o meu pai queria, o que a minha família queria, o que os meus amigos queriam e nem aquilo que a sociedade sempre ditou como regra para o sucesso: ter um casamento, uma casa, um carro ou uma carreira acompanhada de um vida acadêmica invejável. Mesmo investindo muito em estudos, não julgo pessoas que seguiram estes sonhos. Até porque, você pode ser o que você quiser! Desde de que não julgue os outros que são diferentes de você. Para uns, ser CEO de uma empresa é ter sucesso. Enquanto para outros, vender lanche na porta da escola também é ter sucesso. Você pode ser advogado, como pode ser eletricista. Pode ser médico ou mecânico. Cantora profissional ou empregada doméstica. O que importa no final, é o número de sorrisos e pessoas que estarão à sua volta no seu dia a dia. São as experiências positivas que as suas atividades diárias irão lhe proporcionar. E se não quiser ser nada na vida, ir pra praia vender miçangas, tudo bem também. Você já parou pra conversar com um hippie? Hoje não precisamos mais focar no TER, mas sim no SER, sem julgamentos. Já entrei em muitas mansões que não tinham ninguém e muitos “barracos” cheios de gente, alegria e a tal da felicidade. Com o tempo, a gente descobre que o sucesso é a liberdade, é aquilo que lhe permite ser você mesmo. É permitido ter um corpo escultural da mesma forma que se é permitido ser urso. O corpo é seu e você faz dele o que bem entende. Não existe uma regra, não existe um padrão. Essa linha retórica, de marginalizar o trabalho dos outros, é tão cafona… que só mostra o quão pobre de espírito é aquele que vive nessa condição de vida. Eu definitivamente me encontrei – e já faz tempo. E quero, pelas minhas palavras e pelo meu dom de poder escrever, te lembrar que você têm este DIREITO de ser você mesmo. Foda-se o que os outros irão falar sobre você. É precisar lembrar as pessoas disso, para que todos se livrem dessas amarras, dessa violência psicológica. Nem que seja por texto, ou por uma conversa vida a vida com alguém. Sorria, de risadas, elogie! A energia desssa vibe é muito mais poderosa do que a indiferença. É tão bonito apreciar a beleza das pessoas, do diferente. Todo ser humano que eu tiver a oportunidade de conversar vai entender que ele/ela é único e special. Fica aqui o registro para aqueles que estão se sentindo presos, confinados e que talvez estejam num beco ~com saída~. Ainda dá tempo! A felicidade está aí dentro e a única chave para alcançá-la é ser você mesmo, sem julgar os outros e mantendo o brilho nos olhos.